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O que muda na VMware após a compra da EMC pela Dell?

Logo depois do anúncio da compra da EMC, que reúne as empresas Pivotal, RSA, VCE e VMware, pela Dell em um negócio de US$ 67 bilhões, o mercado passou a questionar o futuro da VMware, que tem 80% dos seus negócios sob responsabilidade da EMC. Mas logo Michael Dell, responsável por uma das maiores aquisições da história da TI, se manifestou e afirmou que a VMware vai permanecer independente e de capital aberto.

Em visita recente ao Brasil, Maurizio Carli, vice-presidente sênior corporativo e gerente-geral da VMware para Américas, confirmou a informação. “Na última semana, estivemos com Michael Dell e o que muda para nós é que antes a EMC tinha 80% dos negócios da VMware. Amanhã, essa fatia vai para as mãos da Dell”, afirmou o executivo, que responde diretamente para o presidente e COO da companhia, Carl Eschenbach.

Carli relatou que há forte sinergia entre as empresas e que desde o começo da história da VMware, em 1998, a Dell tem sido parceira da fabricante. “A movimentação é parte da consolidação do mercado, em resposta a uma demanda dos clientes, que querem menos fabricantes”, assinalou, completando que para a VMware a Dell é um parceiro importante, assim como IBM e HP, exemplificou. “Juntos, vamos impulsionar oportunidades e sermos mais relevantes. Contudo, Michael Dell confirmou que continuaremos a ser multiplataforma, mantendo aliança com diversos fabricantes”, pontou.

Além de fazer da Dell, em conjunto com as empresas compradas, um negócio altamente rentável, a união vai levar simplificação para os clientes, acredita Carli. “Agora, eles vão poder comprar de apenas uma empresa e fazer a gestão de um único contrato. Do ponto de vista de operação, certamente haverá sinergia na forma de ir ao mercado.”

Questionado se a VMware vai recomprar ações para ter mais controle da empresa, Carli afirmou que essa prática é comum no mercado, mas afirmou que não há nada oficial sobre a movimentação na VMware. “O programa de recompra (buy back) mostra que a empresa acredita em seus negócios”, sintetizou.

Crescimento dos negócios
Carli, que há oito anos ingressou na VMware, assumiu recentemente a região das Américas, atualmente responsável por 50% dos negócios da empresa, com o claro objetivo de expansão. A companhia não abre resultados financeiros por região, mas aponta que o guideline deste ano é de obter receita global de US$ 6,7 bilhões e saltar 25%.

O executivo destacou que por muito tempo a companhia investiu em virtualização, mas nos últimos anos diversificou seu portfólio ingressando em rede, storage, servidor, mobilidade e automatização. Essa movimentação conferiu à VMware a capacidade de ser uma companhia focada na transformação de seus clientes. Além disso, a fabricante conseguiu conquistar não só as grandes empresas, mas também as pequenas e médias.

“Nos Estados Unidos e Europa começamos a atuar muito cedo, mas na América Latina, que chegamos depois, ainda há muito espaço para crescer”, observou. Segundo ele, o Brasil também representa grande oportunidade para a companhia, mesmo com sinais de continuidade de desaquecimento da economia em 2016. “Nossa solução está focada em dois objetivos: redução de custo e agilidade, temas vitais em tempos de dificuldades”, listou.

A expectativa para 2016 é animadora. “Estamos muito confiantes com relação ao Brasil, especialmente entre as pequenas e médias empresas. Não pensamos em reduzir nossa presença por aqui, porque acreditamos que há uma demanda flat no momento, mas há muitas oportunidades por vir.”

Para o vice-presidente sênior corporativo e gerente-geral da VMware para Américas, com a tendência de o CIO se tornar um broker, que atua como intermediário entre o comprador das tecnologias e o vendedor, a VMware está em posição privilegiada para ajuda o líder de TI nessa nova fase. “Temos todos os recursos de que o CIO necessita para entregar TI como utilitie. O cliente paga e tem acesso. E é aí é que estamos posicionados”, finaliza.

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