Conciliar a capacidade de negociação com os conhecimentos técnicos. Assim, o COO (diretor de operações) e líder de tecnologia da empresa norte-americana de serviços financeiros PNC, John Ericksen, define o perfil do arquiteto corporativo – profissional de TI responsável por usar a tecnologia para resolver questões relacionadas ao negócio – que a companhia procura. “Mas é muito difícil achar essa pessoa”, elenca o executivo.
O diretor sênior de TI da empresa de transportes marítimos Matson Navigation, Srini Cherukuri, confirma a opinião de Ericksen, ao relatar teve bastante dificuldade para encontrar profissionais preparados para formar o grupo de arquitetura corporativa da companhia, em 2004. Uma das principais atribuições dessa equipe é definir padrões para desenvolvimento, qualidade de software e uso das aplicações da organização.
O grande desafio da equipe de arquitetura da Matson, relata o diretor, foi transformar os sistemas isolados que rodavam na companhia em peças que pudessem ser reutilizadas em novas aplicações e processos de negócio, para tornar a TI mais eficiente. “E a habilidade de convencer as pessoas disso foi crítica”, ressalta Cherukuri.
O diretor acrescenta que os melhores arquitetos são aqueles que conseguem entender quais dados trazem mais valor para a companhia e influenciam o desenho e a integração dos sistemas, para produzir informações diferenciadas.
“Para exercer essa função as pessoas têm de entender bem do negócio e detectar as necessidades dos clientes”, adiciona Ericksen. Ele informa ainda que esses profissionais precisam apresentar um profundo conhecimento tecnológico, mas que não se restringe, necessariamente, a códigos e a linguagens de programação. O que, de forma geral, depende de uma experiência de 10 a 15 anos no setor.
(Kim S. Nash)
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