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O novo contexto digital no Fórum Econômico Mundial

A tecnologia está inserida no desempenho dos países em todos os setores da economia. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, um painel reuniu CEO de companhias de tecnologia para debater “O novo contexto digital”.

Marissa Mayer (Yahoo), Marc Benioff (salesforce.com), John Chambers (Cisco), Randall Stephenson (AT&T) e Gavin Patterson (BT) deixaram claro que a tecnologia acelera dramaticamente a transferência de poder das instituições para as pessoas. Este, inclusive, foi a conclusão do moderador do painel, George Colony, analista da Forrester Research. “[A tecnologia está] forçando organizações a estarem com seus consumidores à medida que eles se movem no tempo e espaço”, diz o especialista.

Assim, é o consumidor que determinará os temas relevantes da web. Isso é visualizado em sistemas liderados pelo contexto (context-driven systems), em softwares centrados no consumidor e na tendência de internet das coisas. Essa, aliás, irá ter como foco o cuidado pessoal e a saúde. “Quando falamos de dispositivos, você nunca pode esquecer que por trás de tudo há uma pessoa – um consumidor. Não é a ‘Internet das Coisas’, mas a ‘Internet das pessoas’, dos consumidores. Estamos caminhando para relações um a um”, pontuou o CEO da Salesforce.com, Marc Benioff.

Além da necessidade de transparência do governo Obama após denúncias de espionagem da agência de segurança norte-americana (NSA, na sigla em inglês), os líderes descartaram a existência de privacidade da era digital. “No futuro, o máximo que as pessoas podem esperar é que 90% dos seus dados sejam privados”, pontua Colony, da Forrester. Também pudera, a defesa da abertura das informações faz sentido para as empresas de tecnologia. Muitas delas extraem receita com esse tipo de informação coletada na rede.

“Big Data é o próximo grande negócio. O poder de processamento disponível com Big Data. Entender como esses dados afetam negócios”, estima Patterson, líder da BT. E contrariando preocupações sobre largura de banda, Chambers, da Cisco, defende que a grande questão é como aplicar as definições de rede para os 10 bilhões de devices conectados em todo o mundo.

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