O caminho da comunicação sem fio

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11:01 pm - 23 de maio de 2011

Essa é uma ótima notícia para os usuários de empresas domésticas e de pequeno porte (o mercado SoHo), mas o que isso significa para os profissionais de TI do setor corporativo? Principalmente, mais e piores dores de cabeça.

O mercado de produtos sem fio para uso doméstico está emergindo à frente da ampla adoção em grandes organizações, um desenvolvimento que é incomum. Apesar do sucesso em alguns mercados, os fabricantes de infra-estrutura de comunicações sem fio ainda estão se esforçando muito para fornecer produtos seguros e que possam ser gerenciados.

Seus clientes estão tentando descobrir como responder à demanda interna estimulada pelos usuários domésticos e eles estão preocupados com a possibilidade de que pontos de acesso clandestinos comecem a surgir no nível departamental, algo semelhante ao que aconteceu há 20 anos. Ao mesmo tempo, os fabricantes e clientes estão lidando com a perspectiva de que a tecnologia atual possa se tornar obsoleta, à medida que os produtos construídos em torno do novo padrão 802.11a, de 54 Mbps, começam a despontar, neste ano.

Não há muito que os fabricantes estabelecidos possam fazer para retardar a adoção do 11a ou para inflacionar artificialmente os preços dessa tecnologia consagrada.A Atheros, líder no fornecimento de chips, não tem vínculos com o padrão 11b herdado, de modo que a companhia está na frente e à toda velocidade. E não se surpreenda quando os fabricantes de produtos sem fios que perderam a “onda” do padrão 11b se dedicarem ao máximo ao padrão 11a, como um fator de diferenciação em um mercado em que a Cisco e a Agere/Lucent dominam.

Os fabricantes tradicionais, que estão sentindo as pressões financeiras internas, não estão certos de como lidar com o 11a. Eles estão preocupados com a solução das deficiências do 11b, incluindo segurança, roaming, QoS (qualidade de serviço) e interferência de outros dispositivos sem fio. Certamente, as soluções de alguns desses problemas se traduzirão no padrão 11a, mas a opção de ser mais independente da tecnologia existente tem um apelo significativo. Muitos estão esperando que o novo padrão físico de 2,4 GHz, com compatibilidade retroativa com 22 Mbps, possa refrear o entusiasmo pelo 11a.

No entanto, o que 2002 vai nos trazer? Os primeiros a chegar talvez mesmo antes da passagem para o Ano Novo serão os aperfeiçoamentos com base em padrões, que proporcionam autenticação e criptografia com base em sessão.

Nem tão glamuroso é um conjunto de padrões para a comunicação entre pontos de acesso, que aprimore o roaming em ambientes de vários fabricantes. Os clientes corporativos provavelmente vão procurar por um único fabricante para a infra-estrutura, portanto os benefícios nesse caso não são tão importantes.

Em seguida, vamos aos padrões de QS 802.11. Isso afeta os líderes da convergência sem fio, e as perspectivas para os serviços de voz, vídeo e dados caminharem juntas por uma rede local sem fio que vai se aperfeiçoar muito. A má notícia é que isso pode fazer com que muitas pessoas tirem às mesmas conclusões com que os antagonistas do 11b argumentavam desde o início: uma freqüência de dados compartilhada de 11 Mbps é inadequada.

Os produtos de 5 GHz não são a solução para todos os problemas. É verdade que esse espectro não está tão sobrecarregado, ainda há muito que trabalhar com ele, e os esquemas de modulação são melhores. Porém, as leis da física não serão modificadas tão cedo, o que significa que os produtos compatíveis com 11a não terão a amplitude dos compatíveis com 11b. Migrar para o 11a vai exigir uma grande redefinição de projeto, por isso, prepare-se para alguns desafios.

*Dave Molta é editor sênior de tecnologia da Network Computing – EUA e o seu e-mail é [email protected]

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