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Nvidia desiste da aquisição da Arm

O negócio de US$ 40 bilhões que levaria à aquisição da Arm pela Nvidia não seguirá em frente. Em notas públicas divulgadas na madrugada desta terça-feira (08), ambas empresas confirmaram a decisão.

Segundo o Softbank, grupo japonês que é detentor da Arm, a desistência foi justificada por conta de “desafios regulatórios significativos” envolvidos no processo.

A Nvidia terá que pagar multa de US$ 1,25 bilhão ao SoftBank. A Arm, por sua vez, realizará uma oferta pública de ações (IPO) no primeiro trimestre do novo ano fiscal, que se inicia em 01 de abril.

O acordo entre Nvidia e Arm foi anunciado em setembro de 2020. A Arm é hoje uma das maiores e mais importantes empresas no desenvolvimento de tecnologia de semicondutores do mundo. O licenciamento de suas propriedades intelectuais e arquiteturas é fundamental para para mercados como o de smartphones, tablets, TVs digitais e PCs.

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Por conta da dimensão do negócio da Arm, sua compra pela Nvidia, uma gigante do setor de placas gráficas, preocupou reguladores desde o princípio. Órgãos de diferentes países, incluindo no Reino Unido, questionaram se o processo levaria a um monopólio. A principal preocupação foi se a Arm deixaria de oferecer seus produtos abertamente a outras empresas após passar a fazer parte da Nvidia.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, depôs sobre o tema em múltiplas ocasiões. O executivo defendia que a união entre as duas organizações beneficiaria mercados como o dos jogos eletrônicos. Huang também garantiu que o negócio não representaria um risco aos competidores Intel e AMD.

Em uma nota divulgada hoje, Huang afirmou que “a Arm tem um futuro brilhante” e que sua companhia “continuará a apoiá-los” com licenciamentos nas próximas décadas. “A Arm está no centro da importante dinâmica da computação. Embora não passaremos a ser uma só empresa, teremos parceria estreita com a Arm. Os investimentos significativos que a Masa fez posicionaram a Arm para expandir o alcance de sua CPU para além da computação para consumidores finais, para supercomputação, nuvem, IA e robótica. Espero que o Arm seja a arquitetura de CPU mais importante da próxima década”, escreveu o CEO da Nvidia.

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Simon Segars, CEO da Arm, deve deixar o cargo. Rene Haas, líder de propriedades intelectuais da Arm, assumirá a posição para levá-la ao IPO. Em nota, o SoftBank afirmou que acredita que a tecnologia e as propriedades intelectuais da Arm continuarão no “centro da computação móvel e do desenvolvimento da inteligência artificial”.

“A Arm está se tornando um centro de inovação não apenas na revolução dos telefones celulares, mas também em computação em nuvem, automotivo, Internet das Coisas e metaverso, e entrou em sua segunda fase de crescimento”, disse Masayoshi Son, diretor representante, diretor corporativo, Presidente e CEO do SoftBank Group. “Aproveitaremos esta oportunidade e começaremos a nos preparar para tornar a Arm pública e fazer ainda mais progressos.”

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