Notícias

Novos cabos ópticos dão mais independência à conexão de dados na região Sul

O trecho dos novos cabos submarinos que vai levar comunicação ao Sul do continente, chamado Tannat, vai começar a ser lançado ao mar, a profundidade de 4 mil metros, entre março e abril de 2017, devendo passar a fucionar entre setembro e outubro. A informação foi dada em apresentação das empresas Vogel Telecom, do Brasil, e Antel, do Uruguai, associadas no projeto que pretende tornar a região Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, principalmente, independentes da conexão fornecida por outros pólos do país.

Uma rede de fibra óptica está sendo instalada no leito do Oceano Atlântico, saindo da Flórida, nos Estados Unidos, para chegar até Maldonado, no Uruguai. Parte dessa capacidade será comprada pela Vogel e vendida para provedores de internet, operadoras e empresas no Brasil. “A nossa rede está com capilaridade cada vez maior, o que proporciona mais segurança para os nossos clientes”, afirma Ricardo Madureira, CEO da Vogel Telecom.

Dos EUA, o primeiro cabo vai até Fortaleza (CE) e depois segue para Santos (SP). Batizado de Monet, esse trecho tem 10.500 km de extensão e quatro empresas responsáveis, entre as quais a Antel. A partir do litoral paulista, sai o Tannat _ 2 mil km de fibra óptica até o Uruguai, instalados pelo Google e pela companhia uruguaia, que vai atender às demandas do Sul.

Dentro do Uruguai, a Antel dispõe de extensa rede subterrânea de fibra óptica que chega até a fronteira com o Brasil. A partir daí, a conexão será distribuída pela Vogel. Em Santana do Livramento já existe um ponto de entrada, conectado com Porto Alegre e o restante do país. Novos pontos estão previstos nos municípios de Jaguarão e Chuí.

“Em pouco tempo, deve surgir alguma nova aplicação na internet e assim temos de estar preparados”, diz Jorge Suarez, diretor de Vendas da Antel, lembrando que o consumo de vídeo em streaming (via internet) superou o volume de vídeos na TV aberta e TV por assinatura nos EUA ainda em 2012.

Cabos submarinos são amplamente utilizados no mundo porque possibilitam transmitir uma gigantesca quantidade de informações entre data centers – onde ficam armazenadas informações digitais, como fotografias que usuários de smartphones colocam na nuvem. “Fico feliz com essa parceria. É assim que se sai da crise, com investimentos que vão atrair mais negócios”, diz Cleber Benvegnú, secretário de Comunicação do governo estadual.

Formada a partir de quatro empresas adquiridas pelo fundo de investimento Pátria, a Vogel está presente em 13 estados das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal. A companhia planeja ter rede de fibra óptica de 18 mil quilômetros até dezembro. Com a expansão nas atividades, a Vogel projeta receita bruta de R$ 210 milhões neste ano. Para 2017, prevê R$ 270 milhões.

Recent Posts

Empresas enfrentam lacuna crescente entre adoção de IA e segurança na nuvem

Existe uma lacuna crescente entre a rápida adoção da inteligência artificial (IA) e a capacidade…

31 minutos ago

Segurança e adaptabilidade são os principais desafios do vibe coding, afirma especialista da Unicamp

Em tempos de inteligência artificial (IA) e de desenvolvimento via vibe coding, o professor do…

39 minutos ago

Brasil fica entre as 10 piores federações em desempenho digital na Copa do Mundo, aponta Dynatrace

Vista não só como a maior Copa do Mundo história como também a mais digital,…

1 hora ago

IA da Anthropic simula 100 mil cenários da Copa e aponta a Holanda como maior ameaça ao Brasil

A simulação foi executada na terça-feira, 9 de junho, um dia depois do lançamento do…

2 horas ago

Resiliência e criatividade atuam na globalização do DNA brasileiro em tecnologia

por Thaís Trapp O Brasil formou profissionais moldados pela diversidade, pela complexidade e pela necessidade…

5 horas ago

Startup brasileira vence prêmio do MIT com IA que detecta risco de câncer em hemograma

A Huna, startup brasileira de inteligência artificial aplicada à saúde, venceu o MIT Solve Future…

6 horas ago