Nova família de malwares também possui recursos de autopropagação e recursos que, quando implementados, podem permitir que ele se espalhe rapidamente na rede de uma organização
Publicado:
Leitura 4 minutos
Pesquisadores da Unidade 42 , da Palo Alto Networks, descobriram uma nova família de malware que tem como alvo os servidores Linux e Microsoft Windows. O Xbash, afirmou a empresa de segurança, está associado ao Iron Group, grupo de ameaças anteriormente conhecidos por ataques de ransomware.
O Xbash possui recursos de ransomware e mineração de moedas. Ele também possui recursos de autopropagação (o que significa que possui características parecidas com worm semelhantes a WannaCry ou Petya / NotPetya). Ele também tem recursos não implementados atualmente que, quando implementados, podem permitir que ele se espalhe rapidamente dentro da rede de uma organização (novamente, muito parecido com WannaCry ou Petya / NotPetya).
O Xbash se espalha atacando senhas fracas e vulnerabilidades não corrigidas. O Xbash destrói dados, inclusive bancos de dados baseados em Linux como parte de seus recursos de ransomware. Também não foi encontrada nenhuma funcionalidade no Xbash que permita a restauração após o pagamento do resgate. Isso significa que, semelhante ao NotPetya, o Xbash é um malware destrutivo de dados que se apresenta como um ransomware.
Até o momento, a empresa observou 48 transações de entrada para essas carteiras com receita total de cerca de 0,964 bitcoins, significando que 48 vítimas pagaram cerca de US$ 6 mil no total até o momento. No entanto, não vimos nenhuma evidência de que os resgates pagos resultaram em recuperação para as vítimas.
A companhia de segurança localizou quatro versões diferentes do Xbash até agora. As diferenças de código e data e hora entre essas versões mostram que ainda está em desenvolvimento ativo. A botnet começou a funcionar já em maio de 2018.
De fato, a empresa não conseguiu encontrar evidências de qualquer funcionalidade que possibilite a recuperação por meio do pagamento de resgates. Nossa análise mostra que esse é, provavelmente, um trabalho do Iron Group, um grupo publicamente vinculado a outras campanhas de ransomware, incluindo aquelas que usam Sistema de Controle Remoto, cujo código fonte foi roubado do HackingTeam em 2015.
Desenvolvido em Python: O Xbash foi desenvolvido usando Python e depois convertido em executáveis Linux ELF independentes, abusando da ferramenta legítima PyInstaller para distribuição.
Alvos: endereços IP e nomes de domínio: Malwares modernos do Linux, como o Mirai ou o Gafgyt, geralmente geram endereços IP aleatórios como destinos de varredura. Por outro lado, o Xbash busca, de seus servidores C2, endereços IP e nomes de domínio para análise e exploração de serviços.
Windows e Linux: ao explorar serviços vulneráveis do Redis, o Xbash também descobrirá se o serviço está sendo executado no Windows ou não. Em caso afirmativo, ele enviará uma carga maliciosa de JavaScript ou VBScript para baixar e executar um coinminer para o Windows.
Funcionalidade de Varredura da Intranet: os autores do Xbash desenvolveram a nova capacidade de varredura de servidores vulneráveis dentro da intranet corporativa. Nós vemos essa funcionalidade nas amostras, mas, curiosamente, ela ainda não foi ativada.
Déborah Oliveira
39 minutos atrás
Fabiana Rolfini
13 horas atrás
Redação
16 horas atrás
Pamela Sousa
18 horas atrás