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Novidades para a Computex 2011

A China, Formosa, o ECFA e a Computex 2011.

A China ? e seu mercado de um bilhão e meio de consumidores ? já tem uma importância significativa para o mercado global de produtos da tecnologia da informática e telecomunicações. Porém sua relação, digamos, especial, com Formosa, até recentemente fazia com que esta importância não se manifestasse na interação comercial entre os dois países. Pois bem: depois de firmado o ECFA, tudo mudou. E mudou radicalmente seja para Formosa, seja para a Computex Taipei já a partir da próxima edição.

Formosa situa-se em uma posição geográfica privilegiada no que toca aos principais focos industriais e comerciais asiáticos. Hong Kong, com suas portas abertas para o ocidente, e Seul, a importante capital da gigante industrial Coreia do Sul, ficam a pouco mais de hora e meia de voo. Tóquio ? e, naturalmente, todo o mercado japonês ? a três horas. Agora, com a inclusão da China, a situação geográfica tornou-se ainda mais favorável, já que seus principais polos industriais e comerciais, Pequim e Shangai, distam respectivamente três horas e meia e uma hora e meia de voo de Taipé. E há ainda que considerar o fato de que Taipé se situa próxima ao centro de uma semicircunferência que passa por estes polos, todos atingidos por voos sem escalas (apenas para a China, há 270 deles por semana).

Se o pouco tempo gasto nos voos beneficia os contatos comerciais ? um executivo de uma grande empresa de Formosa pode participar de uma reunião de negócios em qualquer das cidades citadas e retornar para sua sede no mesmo dia ? a proximidade geográfica favorece e reduz os custos do já barato transporte marítimo. O tempo médio de viagem por embarcações de grande porte entre Formosa e os cinco maiores portos da Ásia não passa de 53 horas. O fato de ser uma ilha, naturalmente, ajuda, e muito: em Formosa há onze portos comerciais. Todos situados bem em frente ao litoral chinês com seus 63 portos.

Com o ECFA, Formosa se transformará em um importante foco de irradiação (“hub“) do mercado chinês para o mundo graças à eliminação das barreiras tarifárias e redução dos custos que integram o ECFA.

Mas há um importante fator, talvez o mais relevante, que favorece extraordinariamente Formosa para exercer este papel de intermediária comercial entre a China e os demais países e que também foi salientado na exposição de Stephen Su: a acomodação entre culturas. Isto porque, por razões históricas, Formosa é cosmopolita por excelência e sempre foi totalmente aberta para o restante do mundo, particularmente para o ocidente. Por outro lado a China, no último meio século, caracterizou-se por um forte isolamento cultural e comercial, só agora se abrindo para o mundo. Ora, como até meados do século passado Formosa e China eram um só país, não há diferenças culturais ou étnicas entre seus povos. E, neste contexto, o fato de falarem o mesmo idioma é de fundamental importância. Portanto, será muito mais fácil o entendimento entre China e Formosa que entre China e os demais países do mundo. E a tradicional abertura de Formosa facilitará extraordinariamente seu papel de agente intermediário.

Por isto o ECFA deverá trazer grandes benefícios para ambos os seus signatários. Enquanto a China oferece seu pujante mercado e imensas facilidades, inclusive mão de obra barata (já há grandes empresas de Formosa estabelecendo unidades fabris na China), Formosa, por sua vez, entra com seu maior desenvolvimento tecnológico, mão de obra altamente qualificada, integração com a cadeia de produção mundial, respeito à propriedade intelectual, sistemas de transporte e logística evoluídos e uma excelente infraestrutura de informática e telecomunicações.

Por tudo isto se espera, já para a Computex Taipei 2011, que empresas chinesas compareçam com quatrocentos estandes. E, com a evolução do intercâmbio proporcionado pelo ECFA, quem sabe nos próximos anos ela assuma a liderança mundial entre as feiras voltadas para a indústria da informática e telecomunicações.

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