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Novas Radeon X1950 XTX, X1650 Pro e X1300 XT

Conclusão

O segmento de placas de vídeo é um dos que eu tenho mais dificuldades para comentar, e confesso que torço o nariz para a forma como esse mercado se comporta. Garanto que poucas pessoas, e incluo alguns especialistas nessa lista, são capazes de enumerar de cima para baixo, por ordem de performance, todos os modelos ativos de placas de vídeo no mercado brasileiro.

Os lançamentos ocorrem de 3 em 3 meses, e a cada 6 meses há uma nova geração nascendo, com dezenas de novas placas. E os sufixos? SE, HM, VE, LE, GT, GS, GE, GTO, XT, XTX, Pro, GX2, Ultra, etc. São centenas deles e alguns com significados inversos dependendo da marca, explico melhor, se em uma marca o SE significa uma variação de baixa performance, na outra marca é o inverso. Está muito confuso, e não há sinais que isso vá simplificar, e a X1300 XT é um ótimo exemplo disso.

Se a linha X1300 é uma e a X1600 é outra, porque a X1300 XT (e só esse modelo) deve usar o núcleo da X1600 ? Não era melhor chamar de X1600 SE ou qualquer outro nome? Como o usuário vai perceber que um modelo “turbinado” de uma X1300 XT pode ser melhor do que um X1600 “comum”? Mal sabe esse usuário que as placas usam o mesmo núcleo, só que com nomes diferentes.

O selo “turbo” da X1300 XT acima, e o da X1650 Pro abaixo.

Ontem um revendedor me ligou para tirar uma dúvida. Ele comprou para um cliente duas Radeon X1950 XTX para fazer um Crossfire, mas quando recebeu as placas viu que faltava uma placa “máster”. Só que ele sabia (e todos nós sabemos) que nos últimos lançamentos da ATI não seria mais necessário a placa máster, então qual o problema?

É ou não é confuso isso?

E olha que eu nem estou falando da “liberdade” que os fabricantes têm de ajustar a freqüência de operação das suas placas, pois o fato do chipset X operar nas freqüências Y e Z, isso não significa que a placa que chegar as suas mãos atenderá essas especificações. Falta uma padronização nesse mercado, e o excesso de variantes no meu ponto de vista dificulta a compreensão do cliente, que acaba não satisfeito com a compra. Não atribuo essa culpa à ATI ou a nVidia isoladamente, mas a ambos e aos seus parceiros integradores também.

Como usuário eu gostei das placas testadas. São silenciosas, consomem pouca energia (a X1950 XTX apesar de topo de linha é bem mais econômica que as soluções da nVidia na mesma faixa de perfomance) e são muito bem acabadas. A HIS me surpreendeu pela qualidade dos produtos e pelo bom kit que acompanha as placas, mas eu questiono a necessidade de ter dois produtos tão parecidos e com preços tão próximos. A X1300 XT custa cerca de 10 a 20 dólares a menos do que a X1650 Pro, e oferece um desempenho ligeiramente inferior apenas, ou seja, são muito próximas demais e será difícil para o cliente perceber que uma X1300 XT é muito melhor do que uma X1300 genérica. Talvez fosse melhor chamá-la de X1600 mesmo, o que ela é de fato.

A Radeon X1950 XTX por outro lado é um belíssimo produto. Não faz barulho, é bem acabado, tem ótima performance, drivers estáveis, e se não fosse pela questão da necessidade da máster e slave em modo Crossfire seria praticamente perfeita como uma “topo de linha”. Mas o tempo passou e as novas Geforce 8800 apareceram com uma performance significativamente maior, então começa-se novamente o ciclo de 3 meses do gato e do rato para ver quem tem o melhor produto.

Em pouco tempo a placa de vídeo deixará de ser um acessório do sistema para enfim o sistema ser o acessório da placa de vídeo. Já estamos quase lá, porque já escolhemos a placa mãe (SLI, Crossfire ou simples) em função da placa de vídeo, e consequentemente temos a marca da CPU para essa placa mãe e a fonte de alimentação adequada ao conjunto. Uma polarização AMD/ATI de um lado e Intel/nVidia do outro fatalmente acontecerá, e não demorará muito.

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