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Nova realidade das redes corporativas, segundo a Nap IT e a Cisco

Cada vez mais comentada e discutida, a Transformação Digital vem impondo uma série de mudanças às rotinas das empresas. Por isso, embora este seja apenas o começo de uma longa jornada, o fato é simples: quem precisa projetar o amanhã de uma operação deve colocar as áreas de TI estão em uma posição essencialmente estratégica dentro das corporações já a partir de hoje.

Motivos para acreditar nessa necessidade não faltam e vão desde a massificação da internet até o desenvolvimento de novas tecnologias. Dentro desse panorama, porém, podemos destacar 5 Fatos que já estão acontecendo e que serão capazes de acelerar o processo de mudança das redes corporativas.

A primeira delas é o aumento do Tráfego IP, que tem crescido de forma vertiginosa e deverá chegar a 278 exabytes por mês até 2021 – atualmente são criados “apenas” 96 exabytes mensais (o que é muito quando comparado há dois anos, por exemplo). Isso significa que o aumento do tráfego de dados implica na obrigatória modernização da infraestrutura das redes, tornando as áreas de TI mais capazes de suportar todo esse volume de informações.

A justificativa por trás desse avanço, aliás, inclui outra questão importante: a expansão do acesso à internet ao redor do planeta, e da esperada consolidação da Internet das Coisas (IoT). Sem dúvidas, estes são fatores essenciais para qualquer planejamento, mas que frequentemente passam ao largo das estratégias das empresas para o futuro de curto prazo.

Reunir mais consumidores e mais aparelhos inteligentes forçará, com o aumento subsequente de conexões de máquina-a-máquina (M2M), dia após dia, a carga de dados gerada na Web e, por sua vez, exigirá novas posturas e estratégias das companhias, para assegurar o melhor aproveitamento das estruturas, integrações, dados e equipamentos.

Ainda nesse contexto, vale lembrar o terceiro ponto dessa lista, que é o fato de que o Wireless e o Mobile estão prestes a se tornara fonte número 1 de acessos à rede mundial de computadores, mesmo no ambiente corporativo. Segundo dados do relatório Visual Networking Index (VNI), de nossos parceiros da Cisco, a porcentagem de ligações gerais à web, em 2021, será de 53%, para o Wi-Fi; 20%, vindos de Celulares; e 27%, com origem cabeada.

Para as empresas, essa questão representa diversos desafios e oportunidades. Por exemplo: uma das consequências da conexão móvel é o aumento das discussões sobre a flexibilização do trabalho, com a tomada de decisão mais rápida e de qualquer lugar; por outro lado, essa alta disponibilidade significa uma elevação da demanda por controle e segurança das instalações.

Outro ingrediente a ser considerado é que a rede de dados e voz da companhia não está mais centralizada e precisa se relacionar com diferentes pontos de ação, espalhados por inúmeros espaços, formas e condições. Ou seja: além de toda a estrutura interna, na qual os times já conhecem bem, o ambiente de TI também tem de ser preparado para atender fatores como a Nuvem, Virtualização, Hiperconvergência e as ligações M2M do IoT.

Evidentemente, todo esse conjunto não é um problema. Na verdade, é algo já em curso e irreversível, em que os gestores de tecnologia terão de adequar suas redes (querendo ou não).

Isso porque, por exemplo, o tamanho médio dos ataques DDoS (Distributed Denial of Service), um dos mais utilizados atualmente, deverá se aproximar de 1,2 Gpbs, até 2021 — o suficiente para deixar a maioria das organizações completamente offline.

Quer dizer que o risco, então, vem só das chances de um ataque cibernético? Não. Essa é apenas uma das pontas desta realidade que vem impondo dezenas de cuidados e transformações para o gerenciamento de redes como um todo. E fator que coloca a Segurança como uma razão a ser ainda mais considerada, em qualquer situação.

Para se adequar à realidade colocada em jogo pelos pontos citados, os departamentos de TI precisam procurar opções que melhorem o desempenho e capacidade de atendimento de seus datacenters e redes. A ideia é criar formas práticas de gerenciar a tecnologia, criando formas mais inteligentes e hiperconvergentes de gestão de recursos.

E esse movimento precisa começar agora.

 

(*) Rodrigo Alabarce é CEO da Nap IT- Global Network Solutions, parceira da Cisco

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