A união de forças entre a segunda e a terceira maiores companhias mundiais de telecomunicações ficou sob a mira do Departamento de Justiça desde seu comunicado, em outubro do ano passado. No final de junho, a União Européia também deu seu parecer condenando o negócio. O principal argumento alegado é de que a fusão comprometeria a competição nos mercados de telefonia de longa distância e de Internet. Caso se concretizasse, os analistas estimavam que a união poderia formar uma corporação que teria 35% do mercado de longa distância, bem próximo dos 42% que a AT&T possui.
Outras mudanças estratégicas podem acontecer nos próximos meses, além da fusão das companhias com outras operadoras internacionais como é previsto. Analistas do mercado acreditam na possibilidade da WorldCom passar a priorizar áreas de negócios mais rentáveis do que a telefonia de longa distância para usuários finais: o provável foco de negócios mais interessante seriam os serviços de provedor de dados, Internet e comunicação internacional a outras companhias.
O mercado de telefonia brasileiro vem acompanhando o caso com atenão. A WorldCom é controladora da Embratel e a Sprint tem 25% do capital da operadora espelho Intelig. Segundo a legislação brasileira, um mesmo grupo não pode participar de duas empresas de telefonia fixa de serviços de longa distância.
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