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Economia de energia
Considerando a ênfase que a indústria de hardware vem dando ao assunto, não há de surpreender ninguém que a MS tenha considerado a economia de energia como um dos pontos importantes para o desenvolvimento de Windows 8 conforme mostram os dois slides expostos na Figura 3.

Figura 3: Economia de energia
A empresa encara o tema a partir de quatro diferentes pontos de vista: Eficiência no uso da energia, facilidades nas transições “liga/desliga”, diagnósticos e medições e resiliência (vou lhe poupar uma viagem ao dicionário; segundo o Houaiss, na acepção aqui usada pela MS, trata-se da “capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças“, ou seja, no caso de Windows 8, capacidade de se recuperar de falhas ou travamentos). A mim, chamaram atenção particularmente as destacadas nos slides da Figura 3.
No que toca à resiliência (slide da direita), a MS dedicará especial atenção a dois aspectos, um deles referente à UCP, o outro ao disco rígido. O primeiro consiste em levar o microprocessador a um estado letárgico quando o usuário não estiver usando a máquina e o segundo a “parar” o disco rígido (que usualmente permanece girando a milhares de rotações por minuto enquanto a máquina está ligada) sempre que não estiverem sendo realizadas operações de leituras ou escritas. Isto não apenas economiza uma significativa quantidade de energia como também protege o sistema da ação de softwares mal programados, reduz o impacto de atividades desenvolvidas em segundo plano, como serviços de manutenção do próprio SO, e aumenta a confiabilidade das transições entre os estados de dormência/atividade (razões pelas quais a MS considera que aumentam a resiliência do SO).
O segundo aspecto (slide da esquerda) tem a ver com as transições entre os estados de ligado/desligado. Para aperfeiçoá-las (o que contribuirá bastante para reduzir o consumo de energia) a MS pretende melhorar o desempenho da hibernação comprimindo o arquivo de imagem da memória antes de gravá-lo em disco, reduzir o tempo gasto nas atividades do POST (“Power On Self Test“, ou autoteste de partida, realizado toda vez que o computador é ligado) e na leitura dos dados do BIOS, melhorar o desempenho de micros portáteis fazendo com que, sempre que possível, os serviços de manutenção do SO sejam realizados apenas quando o micro estiver conectado a uma fonte de energia (ou seja, enquanto a bateria está sendo carregada, uma ideia simples, mas de grande efeito na extensão da duração da carga da bateria) e, finalmente, o mais interessante: a criação de uma nova opção de desligamento do sistema que combina as ações de “logoff” e hibernação. Isto, combinado com as novas estratégias de partida e desligamento, facilitará um bocado a vida do usuário.
E que novas estratégias de partida e desligamento são estas?
Bem, isto veremos na próxima coluna.
Até lá.
B. Piropo
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