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Visa foca em prevenção à fraude em parceria com a Expel

Prevenção à fraude e cibersegurança ainda são considerados custos – assim começou a minha conversa com Adriana Umeda, diretora executivo de risco da Visa no Brasil. “O que queremos há um tempo é que a prevenção não seja apenas um posicionamento, mas algo essencial que ninguém pode dar ao luxo de ignorar”, alerta ela.

O posicionamento vem aos investimentos feitos pela empresa nos últimos anos. Foram US$ 10 bilhões investidos em prevenção e cibersegurança globalmente nos últimos cinco anos. “O nosso objetivo é a proteção do ecossistema. Queremos ter mais cobertura para diminuir os pontos cegos e estar seguros”, revela a executiva.

Leia mais: Visa aumenta em 48 milhões transações autorizadas com projeto

Dentro desse contexto, a Visa acaba de firmar uma parceria com a Expel para ampliar o leque de serviços de valor agregado no segmento de Detecção e Resposta Gerenciada (MDR). Com a parceria, espera-se que seja possível apoiar toda a jornada do consumidor, independentemente se em uma loja física ou online.

O Expel MDR prioriza detecções com base nos principais ativos do cliente, reduz para minutos o intervalo entre alerta e resposta, interrompe automaticamente a propagação de ameaças e fornece métricas para que os clientes da Visa fortaleçam sua segurança.

A parceria, iniciada em novembro, é global e busca diminuir o tempo de resposta a ameaças. “O uso da tecnologia tem uma abordagem agnóstica. Ou seja, pode ser usada em qualquer transação, ainda que não seja diretamente com a Visa. Queremos dar a capacidade do cliente ser mais proativo e menos reativo às ameaças”, explica Adriana.

No Brasil, entretanto, ainda não há clientes que estejam usando a tecnologia. Mas, segundo a executiva, a expectativa é alta, visto que existe uma demanda reprimida há muito tempo que poderá ser suprida com a parceria.

“O Expel vem cobrir a nossa necessidade de aterrizar na necessidade de cada cliente”, enfatiza ela.

Inteligência Artificial e a Visa

Assim como os investimentos de prevenção a fraudes, a Inteligência Artificial está assumindo certo protagonismo na Visa. Nos últimos dez anos, a empresa investiu US$ 3 bilhões na tecnologia, que está sendo usado em diferentes frentes.

“A velocidade em que as fraudes acontecem é muito rápido. Por isso, precisamos de infraestrutura com IA, Machine Learning, Deep Learning para capturar as tendências de fraude e aplicar no gerenciamento”, diz Adriana. Um dos produtos, nesse sentido, é o que dá um score para todas as transações para que o banco possa tentar entender se é uma fraude ou não.

Outro serviço desenvolvido pela companhia é, a partir da IA e do Deep Learning, no caso de uma instabilidade sistêmica, a Visa identifica e com as informações previamente aprendidas, prevê como o tomador de decisão lidaria para aprovar ou não uma transação.

“Um ponto importante é a tokenização. Dentro dos pilares de segurança, a tokenização é importante contra o roubo de credenciais. Qualquer movimentação diferente daquelas seguranças, a Visa pode bloquear a transação. Até o momento, temos 6 bilhões de tokens emitidos”, finaliza Adriana.

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