As violações regulatórias relativas à inteligência artificial trarão um aumento de 30% nas disputas legais para empresas de tecnologia até 2028, projeta o Gartner em estudo divulgado recentemente. Não por acaso, para 70% dos líderes de TI ligados à implementação da tecnologia, a conformidade regulatória é um dos três principais desafios de adoção.
A pesquisa realizada entre maio e junho de 2025 ouviu 360 líderes de TI envolvidos na implementação de ferramentas de IA generativa. Apenas 23% se dizem muito confiantes na capacidade de suas próprias organizações para gerenciar componentes de segurança e governança na implementação dessa tecnologia.
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“As regulamentações globais de IA variam amplamente, refletindo a avaliação de cada país sobre o alinhamento adequado de liderança, inovação e agilidade da IA com as prioridades de mitigação de riscos”, diz em comunicado Lydia Clougherty Jones, diretora analista sênior do Gartner. “Isso leva a obrigações de conformidade inconsistentes e muitas vezes incoerentes, complicando o alinhamento do investimento em IA com o valor corporativo demonstrável e repetível e possivelmente expondo as empresas a outras responsabilidades.”
O atual clima geopolítico também preocupa. Para 57% dos líderes de TI ouvidos de fora dos Estados Unidos, a política global impactou ao menos moderadamente a estratégia e a implementação da IA generativa, com 19% admitindo impacto “significativo”.
No entanto, quase 60% desses entrevistados relataram que não podiam ou não estavam dispostos a adotar ferramentas de IA generativa produzidas fora dos Estados Unidos.
Em outra pesquisa realizada pelo Gartner, essa em setembro desse ano, 40% de 489 entrevistados indicaram que suas organizações têm sentimentos “positivos” sobre a soberania da IA – o que o Gartner define como “capacidade dos Estados-nação de controlar o desenvolvimento, a implementação e a governança das tecnologias de IA dentro de suas jurisdições”. Para 36%, o sentimento é “neutro”.
Na mesma pesquisa, 66% disseram ser proativos em relação a uma estratégia de soberania da IA, e 52% indicaram que sua organização estava fazendo mudanças estratégicas ou no modelo operacional como resultado direto da IA soberana.
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