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Velocidade máxima nos CompactFlash

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Em meio à variedade de cartões de memória para câmeras digitais, MP3 players, Palms e celulares, um padrão se destaca. É o CompactFlash, ao mesmo tempo o mais antigo dos formatos ainda em produção e até recentemente, o mais usado. Apresentado em 1994 pela Sandisk, este tipo de cartão deve seu nome ao fato de ser uma versão compacta (43 x 36 x 3,3mm) dos cartões PCMCIA, ou PC Card. Apesar de seu conector só possuir 50 pinos, contra 68 do PCMCIA, ele pode ser usado em slots PCMCIA por meio de um adaptador passivo. Ironicamente, com a queda da popularidade do PCMCIA, o CompactFlash é hoje o menos compacto dos padrões oferecidos no mercado, o que tem sido o principal responsável pela queda de sua participação à medida que os dispositivos que poderiam utilizá-lo se tornam cada vez menores. Um exemplo da gradual substituição do CompactFlash pelo SD pode ser visto coluna

Padrão CompactFlash subiu no telhado?

Internamente, um CompactFlash nada mais é do que um chip (ou conjunto de chips) de memória flash, ou EEPROM, associado(s) a um controlador. O tipo de memória empregado é o que permite que os cartões mantenham os dados armazenados sem a necessidade de alimentação elétrica (a leitura/escrita requer 3,3 ou 5V de energia). Por não ter partes móveis, o CompactFlash pode teoricamente ser jogado do terceiro andar de um prédio sem risco para os dados (mas nada de tentar isso em casa!). O mesmo não se aplica aos Microdrives, discos-rígidos miniaturizados no formato de um CompactFlash que a IBM criou e a Hitachi atualmente comercializa: além de consumirem mais energia, são muito mais sensíveis a impactos, além de usarem um formato ligeiramente diferente na altura, chamado de CF Type II (CF é obviamente a abreviação de CompactFlash).

Os Microdrives estão presentes em vários dispositivos MP3 Player de capacidades entre 4 GB a 6GB, entre eles destacamos o iPod Mini e o Creative MUVO2, que em breve serão avaliados em nossas páginas.

A presença do controlador, por sua vez, permite a evolução da tecnologia (especificamente da capacidade dos chips, que já superaram a dezena de gigabytes) sem a necessidade de alteração no hardware dos dispositivos onde os cartões serão usados (diferente do formato SmartMedia, por exemplo, em que aparelhos mais antigos simplesmente não reconhecem cartões mais novos. A exceção são os cartões de 2 GB ou mais, que só podem ser usados com FAT32, não funcionando em câmeras mais antigas incompatíveis com esse sistema de arquivos. Todos aqui ainda se lembram dos limites de capacidade dos discos formatados em FAT (ou FAT16), certo? É exatamente o que acontece com os cartões acima de 2GB, valor que ultrapassa a capacidade de endereçamento da FAT16 sendo adotado, então, o FAT32 tal como já fizemos há alguns anos no Windows…

Para completar, o controlador ainda possibilita o mapeamento de eventuais chips defeituosos, permitindo a utilização parcial de cartões que de outra maneira iriam para o lixo-o que reduz os custos de produção. Esse é um dos motivos que tornam o CF o formato mais barato do mercado quando analisamos o custo por capacidade de armazenamento.

Só que, como freqüentadores do Fórum PCs certamente sabem, nem todos os módulos de memória e controladores, nem os de mesmo fabricante e especificações, são iguais. E este é o principal fator por trás da enorme variação de desempenho que pode existir entre diferentes modelos de CompactFlash, por mais que freqüentemente o fabricante dos chips de memória seja o mesmo para a maioria das marcas. Com o mercado saturado de cartões e o preço por MB mais baixo do que nunca, alguns fabricantes passaram a tentar se diferenciar anunciado que seus cartões seriam mais rápidos que os dos concorrentes, ou mesmo cobrando mais caro (às vezes muito mais caro) por linhas de cartões especiais, de “alta velocidade”. Mas será que esses cartões valem a diferença de preço ou é tudo um grande artifício comercial?

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Editorial IT Forum 365
16 anos ago

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