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Tempo de Despertar

Essa semana percebi algo que, embora eu escreva muito sobre o assunto, ainda não tinha percebido tão de perto: a evolução tecnológica não para!

Nesse fim de semana tive que “despertar” para essa realidade, tão óbvia, mas que eu ainda acreditava que estaria imune. A primeira constatação veio com um upgrade no micro da Claudia, minha esposa. Ela usava um PC que já foi meu, um Athlon 1 GHz com núcleo T-Bird e 512 MB de memórias Crucial CAS2 (SDR) em uma placa ABIT KT7-RAID (chipset KT133).

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O micro continuava ótimo e atendendo todas as necessidades dela, com exceção de uma: o USB 2.0 e foi isso que motivou o upgrade para um Celeron D 2.4 GHz em uma placa mãe mais moderna, com vídeo e áudio onboard. Aproveitei para trocar o HD por um Serial ATA de maior capacidade (agora 160 GB, pois fotos, filmes e músicas ocuparam 90% do antigo disco de 80GB) e após algumas horas para a reinstalação de tudo, ela ficou satisfeita com exceção do fato de que pelo hábito de marcar as opções “lembrar senhas”, ela não lembrava de nenhuma senha de cabeça. Nesse upgrade utilizei peças que faziam parte do laboratório, que precisou passar por uma reforma me despertando para o inevitável.

O que fazer com o micro velho dela? Decidi passar para um amigo, e foi esse o primeiro sinal do imenso avanço que a tecnologia fez no curto prazo. Embora o conjunto antigo oferecesse uma ótima performance dentro do Windows, devido as sucessivas atualizações de drivers dos fabricantes dos componentes inclusos, em modo “legado”, o antigo DOS, a performance é surpreendentemente ruim. Só na operação de clonagem de HD (apenas 40GB) com os discos conectados na controladora 686B do chipset VIA, levei mais de 4 horas pelo Drive Image para concluir a tarefa.

A KT7-RAID é uma placa totalmente off board, sem vídeo, rede, áudio, etc, talvez por isso sua performance seja tão boa até para os dias de hoje, mas de fato montar um sistema completo se tornou “caro”, mesmo se usarmos componentes muito baratos. Se gasta pelo menos uns 200 reais com uma placa AGP qualquer, um som qualquer e uma rede qualquer, o que torna dispendioso manter um equipamento desses operando como desktop, quando se pensava justamente em economizar já que esse velho equipamento “ainda está muito bom”.

Outra constatação dessa evolução se deu quando fui montar a nova plataforma de testes no laboratório (surpresa, vocês vão gostar). Eu sempre montei essas máquinas em gabinetes reais e não em bancadas, pois só assim posso observar as dificuldades de uma montagem tal como um usuário perceberia bem como os problemas causados pelo calor de um gabinete apertado.

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Nessas fotos temos o gabinete na cor prata, o que estou adotando é preto.

Ao iniciar a montagem me dei conta que o tal gabinete de testes (um modelo Troni) já tinha 3 anos de uso e deixou de ser adequado ou mesmo representativo como algo que um usuário montaria hoje. Passei a adotar um modelo TT-461 da TTGI (clique para ler o mini review) que embora não seja mais encontrado no mercado brasileiro tem as dimensões e a ventilação de um gabinete moderno.

A nova placa mãe requer uma fonte ATX 2.0, com conector de 24 pinos e assim a velha TTGI 350W foi aposentada para dar lugar a nova Seventeam 420W BKV que atende essas especificações e ainda tem dois conectores Serial ATA nativos no chicote.

A nova plataforma necessitou também de uma nova placa de vídeo básica no padrão PCI-Express, e lá fui eu em busca de um modelo barato para ficar como alternativa quando não há uma outra placa de vídeo em testes. Consegui uma Radeon X300 a um preço competitivo, e ela entrou para a lista dos ativos fixos do laboratório.

Também chegou a hora de trocar o HD de testes por um maior, já que os 40GB daquele ótimo modelo MAXTOR D740X já não eram mais suficientes para armazenar as duas partições (SISTEMA e DADOS) adequadamente. Alguns benchmarks requerem algo em torno de 15 GB livres na partição do sistema operacional (o Sysmark2004 é um deles) o que deixava muito pouco espaço para armazenar na outra partição todos os programas de testes e toda a biblioteca de drivers e aplicativos e “samples” que são necessários a cada montagem para testes.

Para terminar o “Tempo de Despertar”, foi preciso racionalizar os componentes do laboratório para os próximos meses de testes. Memórias DDR2 entraram na lista dos ativos, junto com alguns novos coolers, watercoolers, cabos, e diversos adaptadores. Em compensação saíram todos os processadores e placas soquete 478 e soquete A, e apenas uma única placa AGP foi mantida. Também entraram na lista um grupo de 4 HDs Serial ATA idênticos para testes de RAID e toda a rede local foi reestruturada para proporcionar novas possibilidades de simulações.

O que começou com um upgrade de PC para minha esposa acabou me despertando para uma necessidade urgente de reformar o laboratório, o que não foi rápido nem barato de se realizar. Equipamentos que eu ainda considerava “ótimos” por cumprirem bem sua função se mostraram inadequados para inúmeros usos, e outros que eu tinha quase que um apego emocional, como uma velha Voodoo3 AGP, que hoje é a placa de vídeo de um mini-servidor, passaram efetivamente a categoria de “sucata”.

O engraçado dessa história é que eu poderia ter resolvido o problema da Claudia com uma placa PCI com saídas USB 2.0 mas como não achei nenhuma nas lojas que pesquisei, acabei optando pelo upgrade…

…e no final das contas foi o upgrade mais caro que eu já realizei até hoje…

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Editorial IT Forum 365
16 anos ago

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