“As grandes varejistas já possuíam vasta experiência no que tange processos de logística e tiveram capacidade para desenvolver uma infra-estrutura de vendas via Web de forma eficiente”, acredita Gastão Mattos, presidente da Câmara-e.net, citando que o nível de satisfação dos clientes chegou a 86,5% em junho.
A oitava edição do relatório Web Shoppers, preparada pelo e-bit e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, aposta em um comércio eletrônico 45% maior em 2003, em relação ao ano passado, o que representa cerca de R$ 1,2 bilhão. A previsão ganha respaldo com os resultados do primeiro semestre, que alcançaram a casa do meio bilhão de reais, enquanto em 2002, este número fechou em R$ 335 milhões.
“Na verdade, a estimativa é conservadora, uma vez que as oportunidades de crescimento são muito grandes”, acredita Mattos. A afirmação está baseada no fato do país apresentar 24 milhões de internautas, mas apenas 2,4 milhões de compradores virtuais no mês de junho. Como explica o presidente, apenas 10% dos usuários que já ultrapassaram a barreira eletrônica – alusão aos equipamentos necessários para acessar a rede – são consumidores.
“É um mercado em expansão, que não depende de conjuntura econômica para crescer, e que atinge pessoas com perfil da classe A e B, o filé mignon para o varejo”, define Mattos, adiantando que espera a manutenção desta taxa de crescimento por no mínimo mais três anos.
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