Nesta altura dos acontecimentos já fazemos uma ideia razoável, ainda que superficial, do que seja a UEFI. E sabemos que seu principal objetivo é substituir os sistemas baseados em BIOS.
Não que o BIOS seja de todo ruim, o vilão da história, uma peça inservível de software. Pelo contrário: não pode ser tão ruim algo que sobrevive já há trinta anos em um universo em que as tecnologias costumam se tornar obsoletas em um décimo deste tempo. Nem se pode desprezar algo que ao longo destas três décadas vem prestando excelentes serviços em sua missão de prover uma interface através da qual o usuário pode fazer ajustes no comportamento do sistema e habilitar ou desabilitar certos componentes antes mesmo da carga do sistema operacional.
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Mais que isto: dentro de suas limitações, bem que o BIOS tem evoluído. Por exemplo: nos últimos anos, em que os computadores portáteis se disseminaram com suas baterias cuja carga jamais dura tanto quanto gostaríamos e, mesmo nos de mesa (“desktops“), as preocupações com consumo de energia assumiram alguma relevância, os sistemas baseados em BIOS contornaram o problema do controle do gerenciamento de energia incorporando a interface ACPI (“Advanced Configuration and Power Interface”, ou interface avançada de configuração e potência) capaz de transferir para o sistema operacional toda a responsabilidade sobre a configuração e o gerenciamento do consumo de potência elétrica não apenas do processador como dos demais dispositivos e até de alguns periféricos (veja, na Figura 1, uma janela exibida pelas rotinas de gerenciamento de energia exibida pelo SO durante a operação de uma máquina portátil). Portanto não é verdade que o BIOS seja incapaz de evoluir: ele pode receber extensões que aumentam suas funcionalidades, como demonstra a inclusão da ACPI. Mas é verdade que, devido ao fato de ter sido desenvolvido especificamente para uma arquitetura de processadores, algumas de suas limitações, por serem inerentes a esta arquitetura, são intransponíveis.
Por isto está na hora de se aposentar e dar lugar à UEFI com todas as suas novidades.
Que, como veremos logo, não se restringem a permitir uma inicialização mais rápida, como foi mencionado antes. Pelo contrário, vão muito além disto.
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