A Uber realizou mudanças em seu app para reforçar o posicionamento de que os motoristas que utilizam o aplicativo são parceiros de negócio e não empregados. Esses ajustes foram pensados para que a companhia se ajuste à nova lei publicada pelo estado da Califórnia, chamada Assembly Bill 5.
De acordo com a nova legislação, as empresas que atuam como intermediadoras precisam provar ao governo que as pessoas que utilizam seus aplicativos para trabalhar em serviços como corridas e entregas têm liberdade para decidir preços e horários dos serviços prestados, entre outras características que efetuam um vínculo empregatício.
A versão do aplicativo que ficará disponível para os motoristas na Califórnia conta com ferramentas que aumentam a autonomia dos motoristas em aspectos como preços e seleção de corridas. Em e-mail enviado na quarta (08) aos motoristas, a Uber informou que permitirá a eles visualizar o destino final de um trajeto antes de aceitá-lo.
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A empresa também avisou que trocaria o formato de cobrança atual, em que o valor já aparece para o usuário, por um sistema de faixa de preços, que pode variar e até um terço, dependendo da distância e tempo de viagem. A ride-hailing também irá fixar em 25% a taxa cobrada por cada corrida, que antes poderia apresentar alguma variação.
Dentro da Califórnia, a ride-hailing conta com 1,5 mil motoristas ativos. De acordo com analistas da consultoria Barclays, a Uber teria gastos na ordem de US$ 500 milhões ao ano, caso precisasse classificar esse público como empregado.
Por conta dessa possibilidade, empresas como Lyft e Uber estão processando o governo para revogar a lei. Enquanto nada muda, porém, a empresa está fazendo alterações para se afastar da imagem de empregadora.
* Com informações do Financial Times
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