O Twitter está se preparando para uma disputa legal com Elon Musk após a desistência do bilionário de seguir em frente com seus planos de adquirir a companhia. Segundo fontes próximas ao assunto ouvidas pela Bloomberg, o Twitter contratou, durante o final de semana, a firma de advocacia Wachtell, Lipton, Rosen & Katz e deve dar sequência a um processo contra Musk no Tribunal de Chancelaria de Delaware.
Musk, por sua vez, contratou a firma Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan. No passado, a firma representou a Samsung no processo de defesa da empresa contra a Apple, que alegava que os dispositivos Galaxy eram cópias do iPhone.
Na sexta-feira (08), Elon Musk apresentou um documento para tentar cancelar sua proposta aquisição do Twitter. Bret Taylor, presidente do Twitter, afirmou que a empresa entraria com uma ação legal contra Musk para que o acordo proposto fosse mantido.
“O Conselho do Twitter está comprometido em fechar a transação no preço e nos termos acordados com o Sr. Musk e planeja entrar com uma ação legal para fazer cumprir o acordo de fusão. Estamos confiantes de que prevaleceremos no Tribunal de Chancelaria de Delaware”, escreveu Taylor.
Em uma nota divulgada por sua equipe jurídica, Musk alegou que rescindiria o acordo porque o Twitter fez declarações “falsas e enganosas” durante o processo de negociação.
“Por quase dois meses, Musk buscou os dados e informações necessários para ‘fazer uma avaliação independente da prevalência de contas falsas ou spam na plataforma do Twitter’. O Twitter falhou ou se recusou a fornecer esta informação”, dizia a nota.
Em abril, Elon Musk anunciou um acordo para comprar o Twitter por US$ 44 bilhões em dinheiro. Com isso, a companhia deixaria de ter ações na bolsa e se tornaria de capital fechado. Duas semanas depois, em maio, Musk quis suspender temporariamente o acordo. Segundo o bilionário, a continuidade do negócio dependeria da confirmação do número de usuários com contas falsas ou de spam na rede social.
Desde então, o Twitter buscou mostrar conformidade com os pedidos de Musk para que o acordo fosse continuado. No início de junho, a empresa abriu o acesso ao seu serviço para que Musk pudesse analisar tweets à medida que fossem postados.
*Com informações de Bloomberg
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