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TIP Brasil investe R$ 500 milhões em datacenter Tier 3 em Campinas

A TIP Brasil anunciou um investimento de R$ 500 milhões na aquisição, modernização e expansão de um novo datacenter em Campinas. O projeto, inaugurado em novembro de 2025, terá capacidade para até 2 mil racks, visando oferecer e expandir os serviços de colocation e nuvem da organização.

O investimento ocorre em um momento de crescimento acelerado do setor de datacenters no Brasil. Segundo a Mordor Intelligence, o tamanho do mercado nacional é estimado em 0,88 mil MW em 2025, com previsão de expansão para 1,36 mil MW até 2030, representando um CAGR de 9,08%. A receita de colocation deve alcançar US$ 2,07 bilhões em 2025 e US$ 3,50 bilhões em 2030, com crescimento de 11,05% no período.

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TIP busca por certificação Tier 3

O datacenter possui aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída e passará por um retrofit completo para atingir a certificação Tier 3. A energia inicial prevista é de 10 MW, com expansão gradativa conforme a demanda, incluindo geração própria planejada para 2026.

A primeira fase do projeto foi inaugurada em novembro de 2025, enquanto a segunda fase, com expansão de 2.500 m², está prevista para janeiro e fevereiro de 2026. A TIP Brasil projeta ocupar cerca de 500 racks até o final de 2026, com plena operação da primeira área até 2030.

O investimento integra o portfólio da Tropical, nova empresa do grupo TIP Brasil voltada para serviços de datacenter, dentro de um ecossistema com quase 30 empresas. Além do aporte próprio, o projeto conta com investidores familiares, parceiros estratégicos e o suporte do Wave Hub, grupo do qual a TIP faz parte, reforçando a sustentabilidade financeira da operação.

Segundo Alexandre Alves, presidente e CEO da TIP Brasil, “o datacenter em Campinas nos permite atender ISPs, empresas de segurança e governos, mantendo os dados dentro do país e em conformidade com a LGPD, além de possibilitar crescimento escalável da operação de colocation e nuvem.”

De acordo com a empresa, o projeto também contempla iniciativas de sustentabilidade, como o uso de energia solar, e aproveita incentivos fiscais municipais e federais. Para Alves, o Brasil ainda carece de infraestrutura Tier 3, e este projeto viria para suprir essa demanda. “Queremos manter os dados críticos dentro do país e fortalecendo o ecossistema digital nacional.”

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