O upskilling (qualificação) e o reskilling (reciclagem de colaboradores) se tornaram ainda mais presentes nas empresas após a pandemia. E, de acordo com um levantamento feito pela Robert Half em parceria com a Fundação Dom Cabral, as áreas que mais praticam upskilling e reskilling são: gestão de pessoas (40,85%); tecnologia da informação (36,9%); e vendas e marketing (35,5%).
As companhias de grande porte foram as que mais passaram a qualificar seus funcionários durante a pandemia. Nelas, os fatores que levam à adoção de práticas de aperfeiçoamento e reciclagem são: a cultura da empresa (59,13%); mudanças organizacionais (56,9%); e a necessidade de treinar funcionários em novas tecnologias (49,57%).
Quando perguntados sobre as principais habilidades desenvolvidas nesses treinamentos, foram observados: capacidade de liderança e gerência (56,78%); pensamento crítico e tomada de decisão (46,69%); e adaptabilidade e aprendizado contínuo. As soft skills e habilidades comportamentais aparecem apenas na quarta colocação, com 32,23%.
Segundo a pesquisa, 66% dos profissionais responsáveis pelo recrutamento nas empresas, ou que têm participação no processo de seleção, acreditam que contratar profissionais qualificados hoje está difícil ou muito difícil. Desses, 42% afirmam ter vagas abertas por não conseguirem profissionais adequados para as funções disponíveis.
Entre as principais razões da dificuldade, os recrutadores apontam: a ausência de habilidades técnicas essenciais para a vaga (49,85%); os melhores talentos estão empregados (45,63%); o pacote de remuneração da empresa em que atuam não é competitivo (39,01%); e os candidatos não têm as habilidades comportamentais necessárias à função (38,4%).
“Essa percepção dos recrutadores faz com que os profissionais mais preparados e qualificados encontrem ainda mais oportunidades de trabalho e sejam bastante disputados, principalmente neste momento de recuperação e reestruturação do mercado”, destaca Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.
Para os entrevistados, o maior benefício da prática é o aumento de produtividade (59,4%). Em seguida, 57,5% consideram a retenção de funcionários um dos benefícios mais importantes, seguida da possibilidade de evitar a contratação de novos funcionários (36,3%).
Por outro lado, os executivos apontaram como os principais desafios a dificuldade de encontrar recursos (72,1%), falta de tempo (71,5%) e alto custo (56,8%).
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