O vice-presidente sênior de Software e Serviços da Apple, Eddy Cue, subiu ao palco do South by Southwest (SXSW), em Austin (Texas, EUA), evento de economia criativa, e revelou alguns dos passos da gigante de tecnologia em conteúdo. O mais recente avanço nessa estratégia foi a aquisição da Texture.
Considerada o Netflix para revistas, a Texture funciona como um serviço de assinatura com mais de 200 periódicos em sua prateleira, acessados via streaming. “Queremos ter bons conteúdos e de fontes confiáveis. Estamos animados para incluir essas revistas na Apple News, mas o segredo é curadoria”, disse ele.
Cue afirmou que as aquisições são importantes para a Apple. O padrão da empresa, contudo, nunca foi o de comprar gigantes do setor como Netflix e Disney. O executivo observou que a Apple acredita que uma mudança está acontecendo em relação à forma como as pessoas obtêm e acessam conteúdo e acredita que a companhia tem sido extremamente estratégica e exigente quanto à compra de conteúdo. “Não buscamos quantidade, mas qualidade.”
Um exemplo dessa exigência, disse, está na própria aprovação de aplicativos disponíveis na Apple Store. “Temos padrões, que são rigorosamente seguidos. No dia 1 decidimos que nossa loja não seria um lugar para vender e comprar armas e para crueldade com animais. Desenhamos isso e nos certificamos dessa crença na revisão de apps. Free speech é importante, mas não significa que ele estará em tudo”, disse.
Cue relatou que a Apple está agora realizando grandes investimentos em conteúdo original. Além disso, segundo ele, cerca de 40 pessoas agora estão dedicadas em construir a conteúdos para a Apple TV.
O executivo também falou sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas. Quando questionado se ele não teme os efeitos que dispositivos móveis têm na sociedade, Cue admitiu que, sim, ele tem medo. Mas é possível usar tecnologia com responsabilidade.
Um exemplo é controle de pais, além do recursos não perturbe, que pode ser usado para quando a pessoa quer ter momentos nos quais não pode ser interrompido. “Tecnologia ajuda as pessoas, mas ela sozinha não é tudo. Pessoas que fizeram a tecnologia têm de fazê-la para o bem”, alertou ele.
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