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SuperApps e low-code: combinação para impulsionar inovação tecnológica

Segundo estudo da Global System for Mobile Communications (GMSA), até 2025, 440 milhões de pessoas serão usuárias de internet móvel na América Latina, número que representa 67% da população da região. Esse indicador revela que os celulares estão se posicionando como o principal meio de conexão à internet, especialmente para realizar atividades comerciais.

Por isso, as empresas vêm concentrando seus esforços em desenvolver programas e aplicações para aparelhos móveis. Um ponto de atenção é que o volume de aplicativos de uma mesma organização pode tornar a experiência dos usuários menos fluída e até mesmo cansativa. A saída para tal problema é o desenvolvimento de sistemas que criem ecossistemas digitais hospedados em um único aplicativo: os SuperApps.

Na prática, são aplicações que oferecem uma gama de serviços e produtos para os usuários, condensados em uma experiência única e total. Ou seja, são aplicativos que reúnem diversas funções, como chat, pagamento de contas ou compras.

A grande vantagem dos SuperApps é que, como diversas operações estão inseridas em um único sistema, os usuários conseguem economizar tempo e esforço, ganhando uma experiência integrada e fluída, ou seja, sem a necessidade de entrar e sair em diversas telas e com a vantagem de não ter que baixar vários aplicativos no celular.

Leia também: Porque a IA generativa turbinará o desenvolvimento de low-code e no-code

Trata-se de uma tendência crescente. Segundo pesquisa do Gartner, até 2027, mais de 50% da população mundial usará Super Apps. Vale lembrar, no entanto, que, devido à complexidade das aplicações, esses sistemas exigem um desenvolvimento em plataformas eficientes e seguras, que preservem a privacidade dos dados, facilitem a integração com outros serviços e ofereçam agilidade e atualização nos processos.

Nesse sentido, as ferramentas low-code podem ser grandes aliadas dos desenvolvedores, já que sua abordagem permite a construção de aplicações com menos código, resultando em menor tempo de programação. Outra vantagem da automatização de códigos de programação envolve o desenvolvimento seguro e com menos custos operacionais, o que também garante mais produtividade aos programadores.  Ainda de acordo com o Gartner, aproximadamente 65% dos desenvolvimentos sistêmicos serão realizados por meio da tecnologia low-code até 2025. Nesse contexto, fica evidente que essas ferramentas têm um papel primordial na Transformação Digital.

Com todo esse cenário, é possível afirmar que investir na criação de SuperApps é uma realidade que se tornou essencial para empresas que querem se manter competitivas. E as plataformas low-code são aliadas na construção desses sistemas, pois promovem agilidade, segurança, redução de tempo, custos, recursos e, principalmente, permitirem o desenvolvimento sistêmico à prova do futuro, pois elas acompanham a evolução da tecnologia.

*Ricardo Recchi é country manager da Genexus Brasil, Portugal e Cabo Verde

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