Não é segredo que a inteligência artificial (IA) generativa já está impactando empresas e transformando modelos de negócios em diversos setores. Para o varejo, contudo, é fundamental que o cliente esteja no “coração” dessas ferramentas para que elas atinjam o êxito almejado.
Essa foi a avaliação das lideranças de tecnologia que participaram do painel “Revolução Digital: Como a IA está transformando modelos de negócios da Amazon, iFood e Reckitt com catálogos inteligentes e recomendação personalizada”, realizado durante o Vtex Day, nesta semana, em São Paulo.
“O consumidor é o coração”, refletiu Alaine Charchat, CIO Latam do Grupo Reckitt, fabricante de produtos nos segmentos de higiene, saúde e nutrição. “Somos uma empresa que se preocupa com o bem-estar. Não posso deixar de colocar o cliente em primeiro lugar”.
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Na prática, explicou a executiva, isso significa que a estratégia tecnológica da companhia, especialmente no tema de IA, não pode ser guiada apenas pela busca por eficiência, mas também por uma abordagem mais humana. “Utilizamos a tecnologia para nos auxiliar, mas há supervisão humana para garantir que não percamos o olhar humanizado”, afirmou.
Para Virginia Pavin, diretora do Marketplace da Amazon Brasil, a ideia de cliente também deve ir além do consumidor final e abranger o público interno das equipes de tecnologia. “A Amazon não cai na armadilha de utilizar IA apenas para gerar impacto nos negócios”, destacou. “O que importa é se conseguirei proporcionar a experiência mais satisfatória ao meu cliente”.
Para atingir esse propósito, afirmou a executiva da Amazon, a empresa promove ciclos contínuos de aprimoramento com os públicos interno e externo, avaliando o desempenho das ferramentas de IA generativa – incluindo os agentes de IA. “É essencial incorporar os feedbacks dos seus clientes na inteligência artificial, que se torna uma IA generativa”, observou.
Já para Beatriz Pentagna, diretora de Marketing B2B do iFood, a grande força da IA generativa está em simplificar temas complexos para ajudar as empresas a focarem em “humanizar processos”. “Lidamos com muitos dados, com muita complexidade. A IA tem nos ajudado a olhar para o nosso consumidor e construir relacionamentos pautados na hospitalidade”, concluiu.
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