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O valor mínimo determinado para os leilões das Bandas D e E, na região 3, é de R$ 710 milhões cada. “A maior concentração de negócios e empresas fica em São Paulo. Se perdermos este mercado, perderemos receita proveniente de tráfego e posteriormente de serviços agregados como transmissão de dados e Internet”, afirma Horácio da Silva.
Além disso, o executivo explica que isto é muito importante para a estratégia da companhia em se tornar a maior operadora de telecomunicações da América Latina, incluindo serviços de discagem nacional e internacional.
Quanto ao resultado do leilão da banda D, Horário da Silva diz estar confiante e acredita que será capaz de ganhar a região 3 (estado de São Paulo), junto com a Brasil Telecom. “Além de nós, vejo a Telefônica como um concorrente agressivo e a Embratel como possível ganhadora devido à facilidade de estar em território nacional”, declara.
Mas Horácio ressalta que outras regiões do país não estão descartadas e que a Telemar irá disputá-las nos leilões D e E. “Onde atuamos, tentaremos ganhar sozinhos. No sul do país procuraremos outro player”, diz referindo-se ao fato da BrTelecom querer disputar sem parceiras o sul do Brasil, área onde atua.
O executivo afirmou, ainda, que apóia a decisão do parceiro em pedir o adiamento dos leilões. “Para os players instalados no país seria extremamente vantajoso porque os operadores da banda C acabariam entrando no mercado poucos meses antes de nós e, portanto, sem vantagem”, conclui.
Pamela Sousa
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