A Siemens suspendeu o aumento de 30% nos salários dos executivos de seu conselho por um ano para conseguir parte do fundo de 35 milhões de euros destinados aos funcionários da BenQ Mobile na Alemanha.
A companhia taiwanesa, que comprou a unidade de celulares da Siemens em junho do ano passado, anunciou, na última semana, pedido de concordata, pois o negócio não deu os resultados esperados e ameaça o desempenho de toda a corporação.
Com a ameaça de demissão dos antigos funcionários da gigante alemã, o conselho decidiu pela criação do fundo, que servirá para dar apoio financeiro e treinamento aos profissionais. A medida foi tomada, especialmente, para evitar mais críticas do governo daquele país, que já declarou que a Siemens “não se importa” com seus antigos funcionários.
Os empregados da BenQ Mobile devem concorrer a mais de duas mil vagas em aberto na Siemens, na Alemanha, e serão assistidos na busca por novos postos.
O presidente e CEO da Siemens AG Klaus Kleinfeld afirmou que “a meta principal das medidas é proteger os profissionais da BenQ do impacto imediato de perderem seus empregos”.
A empresa alemã disse ainda que está “profundamente perturbada” com a declaração de insolvência da BenQ Mobile na Alemanha. Acrescenta que, quando fechou o negócio, a companhia taiwanesa comprometeu-se com a expansão das vendas e que “agora parece que a BenQ não levou a sério suas intenções”.
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