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Segurança Interna dos EUA lidera adoção de IA em operações governamentais

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) está implementando um plano abrangente para integrar a inteligência artificial (IA) em suas operações, tornando-se a primeira agência federal a adotar essa abordagem. A iniciativa visa melhorar a eficiência e a eficácia das operações governamentais, abrangendo desde o combate ao crime até o auxílio em operações de socorro em desastres.

Por meio de parcerias estratégicas com empresas como OpenAI, Anthropic e Meta, o DHS está buscando desenvolver e implementar soluções baseadas em IA para fortalecer a segurança do país.

Leia mais: Marinha dos EUA quer usar computadores quânticos em satélites espiões

O Departamento pretende contratar 50 especialistas em IA para desenvolver, com os parceiros, programas pilotos utilizando chatbots e outras ferramentas para auxiliar no combate aos crimes de tráfico humano e de drogas, para treinar funcionários de imigração, preparar o gerenciamento de emergências em todo o país, entre outras funções.

Para isso, serão investidos US$ 5 milhões nos programas piloto, de acordo com o The New York Times.

Alejandro Mayorkas, Secretário do Departamento de Segurança Interna, destacou, em uma entrevista, a importância de reconhecer e estar preparado para abordar o potencial da IA, ressaltando que não se pode ignorar suas possibilidades, tanto positivas quanto negativas. “E se alguém não estiver inclinado a reconhecer e estar preparado para lidar com seu potencial para o bem e seu potencial para o mal, será tarde demais, e é por isso que estamos agindo rapidamente”, disse.

No entanto, a rápida adoção da IA também levanta desafios regulatórios e de segurança. O governo federal está se esforçando para estabelecer padrões de segurança e regulamentações adequadas para garantir o uso responsável da IA em suas operações, especialmente em agências como o DHS, que lidam com questões sensíveis de segurança nacional.

Eric Hysen, diretor de informações do DHS, anunciou que os resultados dos programas piloto serão divulgados até o final do ano. Em parceria com OpenAI, Anthropic e Meta, a agência usará provedores de nuvem como Microsoft, Google e Amazon. “Precisamos trabalhar com o setor privado para ajudar a definir o que é o uso responsável de uma IA generativa”, disse Hysen ao NYT.

*Com informações do The New York Times

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