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Segurança cibernética: preocupação de forças nacionais

Recentemente, ocorreu um dos encontros mais relevantes para a segurança cibernética nacional: o Guardião Cibernético, que reúne empresas privadas e entidades governamentais estratégicas para a segurança nacional. Organizações do setor elétrico, abastecimento de água, setor financeiro, telecomunicações e o mais alto escalão do exército brasileiro participaram do evento com o objetivo de trocar experiências, implementar e compartilhar melhores práticas, bem como simular ataques e, com isso, validar os processos e a resiliência frente aos cenários extremos de ataques cibernéticos.  

O momento não poderia ser mais oportuno para este debate, pois nos deparamos com uma hiper conectividade e ritmo forte rumo à transformação digital a fim de suprir a demanda de negócios exponenciais. São indiscutíveis os benefícios do avanço da tecnologia ao consumidor, o cidadão e a economia, mas o impacto de cibersegurança à continuidade de negócios e a predominância como risco operacional – ainda se encontram distantes das prioridades do negócio, da agenda dos integrantes dos conselhos administrativos, bem como dos CEOs.  

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Por mais de uma dezena de vezes, só neste ano, os negócios foram interrompidos por sequestros de informação, já conhecido como ransomware, os quais os dados e arquivos são criptografados e liberados mediante o pagamento de resgates, às vezes até milionários ou bilionários. Vale ressaltar que é de comum acordo que o pagamento do resgate não é aconselhável em nenhuma circunstância, mas na impossibilidade de retomar o seu negócio operacional, na eminência do fim do mesmo ou prejuízos ainda maiores, os líderes se veem obrigados a fazê-lo.  

O mercado do cibercrime é muito rentável e este ano, poderá passar de 6 trilhões de dólares, superando em mais de cinco vezes os demais crimes combinados, frente a um investimento tímido em segurança que não passa de um dígito do budget de TI, na média do mercado brasileiro e que no global, será de aproximadamente $150 bilhões até o final de 2021. Desta forma, as probabilidades não estão ao nosso favor.  

Existem medidas imediatas e necessárias que devem ser implementadas desde já para iniciarmos o processo de uma melhor postura frente ao cenário de cibersegurança atual, são elas: 

  • Listar a cibersegurança como um risco de negócio e uma questão crítica para a continuidade operacional;
  • Os investimentos em cibersegurança são proporcionais aos desafios atuais;
  • Seja em um M&A (Merger & Acquision), novo produto ou integrações, trabalhar de mãos dadas com a equipe de segurança para a avaliação de risco é sempre a melhor ideia;
  • Implementar impreterivelmente os controles abaixo:
    • duplo fator de autenticação MFA (autenticação multifator) para todos os dispositivos (AIoT);
    • aplicar as correções de segurança de sistemas operacionais, aplicações e aposentar protocolos legados;
    • efetuar o backup de dados sensíveis e sistemas críticos, testando periodicamente o restore dos mesmos (Disaster Recovery);
    • criptografar sistemas, comunicação, dados sensíveis, computadores e banco de dados;
    • ter processos bem definidos, governança e treinamentos constantes, não comentar com os usuários, os executivos e os parceiros, exercitando cenários possíveis de ataques;
    • ter visibilidade do ambiente corporativo e industrial.

Não existe uma bala de prata para este problema ou um sistema infalível. O fato é que não estamos fazendo o básico da maneira correta. E, mesmo que não seja uma tarefa fácil ou empolgante, deve ser feita desde já, com indicadores e comitê de acompanhamento. Tudo isso visando elevar o nível de segurança, reduzir a superfície de ataque e assumir uma postura adequada de segurança cibernética.  

* Nycholas Szucko é membro do conselho e executivo da Nozomi Networks na América Latina 

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Published by
Marcelo Gimenes Vieira
Tags: cibersegurançacontinuidade dos negóciosgestão de riscosSegurança da Informação
5 anos ago

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