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Se você não gerenciar sua atenção, nem todo tempo do mundo vai ajudá-lo

Cada vez mais as pessoas estão buscando  ferramentas de gestão do tempo para se organizar e aumentar sua produtividade. Isso é da maior importância, sem dúvida, mas não é tudo. Para ser produtivo, é preciso também fazer uma boa gestão da atenção. 

E gestão da atenção, infelizmente, tem sido um problema hoje. Um sinal incontestável disso vem de uma pesquisa da Universidade de Harvard com milhares de participantes em 80 países. Um aplicativo de celular criado para a pesquisa chamava as pessoas em momentos aleatórios do dia e elas respondiam algumas perguntas. Resultado: em praticamente metade do tempo, as pessoas estavam pensando em algo que nada tinha a ver com o que estavam fazendo. 

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Agora, vamos transpor essa estatística para o trabalho. Se a jornada de uma pessoa é de oito horas, por exemplo, apenas em quatro ela está com a atenção na tarefa que executa, seria isso? E nas outras quatro horas, em que está sua mente? Com que qualidade a tarefa é feita nesses momentos, se é que está sendo feita? 

40% menos produtividade

As escapadas da mente são uma tendência natural do ser humano  que sempre concorreu com a capacidade de sustentar a atenção.  No mundo de hoje, porém, o desafio de manter o foco é ainda maior. 

Precisamos lidar com uma grande quantidade de informações, acontecimentos e demandas, e para isso alternamos a atenção entre vários assuntos e tarefas que acontecem simultaneamente. Lidamos também com as constantes interrupções das mensagens eletrônicas e os atrativos da internet, que facilmente nos distraem. Tudo isso nos habitua a fazer pingue-pongue com a atenção e enfraquece nossa capacidade de nos concentrar quando é necessário.

Especialistas têm estudado o fenômeno da “atenção parcial contínua”, como tem sido chamado esse pingue-pongue, e alertam para suas consequências:

• Earl Miller, neurocientista do Massachussets Institute of  Technology (MIT), afirma que a alternância do foco de atenção entre várias tarefas cognitivas (multitarefa) pode derrubar a produtividade em até 40%.

• Larry Rosen, especialista em psicologia da tecnologia da Universidade da Califórnia, constatou que as pessoas conseguem manter-se concentradas de 3 a 5 minutos em média e então mudam de tarefa ou se distraem. Na visão dele, as constantes mudanças de foco nos impedem de aprofundar no que fazemos, e tudo fica superficial.

• Segundo Daniel Levitin, neurocientista da McGill University do Canadá, repetidas mudanças de foco produzem ansiedade, que eleva os níveis dos hormônios do stress e nos deixam mais propensos a atitudes agressivas  e impulsivas, além de comprometer ainda mais nossa capacidade de concentração. 

A atenção é um recurso estratégico 

Infelizmente, para aumentar nossa capacidade de atenção, não basta querer. A alternância  do foco se estabelece como um modo predominante de funcionar do cérebro, e muito facilmente nos distraímos com o que acontece em volta e os nossos próprios pensamentos.

É preciso treinar o cérebro para resgatar a atenção. E um treino muito eficaz para isso é o mindfulness, prática de focalização da atenção que tem o aval da neurociência. Como diz Daniel Goleman, autor do livro Foco, o cérebro é como um músculo, e mindfulness é uma musculação para o cérebro. 

“Atenção concentrada é o que faz o trabalho  ser feito. É o motor da produtividade. Operações mentais complexas não acontecem sem uma mente focada”, diz o professor Jeremy Hunter, da Peter Drucker Graduated School. 

Se é assim, é preciso tratar a atenção como um recurso estratégico. Pessoas com a habilidade de gerenciá-la, juntamente com sua experiência interna, são mais efetivas naquilo que fazem e tornam melhor o clima de trabalho. 

Regina Giannetti D. Pereira é Coach especializada em mindfulness e criadora dos programas de desenvolvimento pessoal “Você Mais Centrado” e “O Líder Centrado” 

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Redação
9 anos ago

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