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Se os dados são o novo petróleo, o que você está fazendo com sua fonte de riqueza?

Imagine a seguinte situação: você encontra, em seu quintal, um poço de petróleo. De pronto, você sabe que deu a sorte grande, afinal, todo aquele óleo vale muito dinheiro. Em sua propriedade, uma fonte de riqueza a seu dispor e, desta descoberta em diante, suas finanças, seu crescimento, sua tranquilidade está garantida.

Certo? Errado. Somente por existir, um poço de petróleo, uma mina de ouro ou uma jazida de pedras preciosas não gera riqueza alguma. É preciso extrair o material, tratar, lapidar, dar a devida destinação que o torne útil e valioso.

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O mesmo vale para os dados, que não por acaso foram definidos pelo matemático londrino Clive Humby como “o novo petróleo”. Desde que foi feita, tal afirmação não parou mais de ser repetida – uma das mais importantes empresas do universo tecnológico das últimas décadas, a poderosa Intel, chegou a usar este conceito para definir sua evolução. Nas palavras do então presidente Maurício Ruiz, a companhia manteve-se na vanguarda ao passar de uma marca de computadores para uma organização capaz de reconhecer a alta quantidade de dados gerados por seus dispositivos e entregar tecnologia para capturá-los, armazená-los, processá-los e refiná-los.

Em empresas de todos os portes e segmentos, os dados são, hoje, uma realidade. Vindas de diversas fontes, tanto internas quanto externas, as informações existem, permeiam o negócio e precisam ser utilizadas para gerar inovação, guiar decisões, definir ações e guinar resultados positivos.

Utilizações que, não por acaso, estão cada vez mais na mira das organizações mundiais: segundo o Gartner, 75% das empresas já investem ou pretendem investir em Big Data e tecnologias relacionadas ao uso de dados nos próximos dois anos. Já a IDC indica que, ainda este ano, serão gerados 35 trilhões de gigabytes de dados em todo o mundo e que só no Brasil os investimentos em Tecnologia da Informação somem cerca de R$ 20 bilhões em 2020, tendo como foco os chamados “pilares para a terceira plataforma”, nos quais big data e analytics fazem linha com cloud computing e mobilidade.

Para trazer mais números, o MIT Technology Review aponta que o movimento de Transformação Digital deverá fazer circular, anualmente, valores em torno de US$ 20 trilhões (mais de 20% do PIB global) e, nisso, as informações seguirão sendo um ativo valiosíssimo, mas o volume de dados, por si só, não é e nem será diferencial competitivo.

O grande diferencial está na análise e utilização dos dados orientada aos negócios.

A coleta, refinamento, análise e aproveitamento da informação vinda de todas as fontes e áreas de negócio para o direcionamento de estratégias efetivas de atuação junto ao mercado é o que transforma o chamado “novo petróleo” em riqueza real. É o que faz do óleo bruto um produto lapidado, útil, estrategicamente viável.

E tal como acontece com a indústria do petróleo, para extrair valor dos dados brutos são necessárias ferramentas, tecnologia. No caso da informação, este ferramental está no Analytics, plataforma capaz de dar a todas as áreas e usuários de negócio poder para analisar os conteúdos provenientes de suas fontes, embasando decisões assertivas que resultam em ações efetivas, capazes de gerar resultados práticos, funcionais, de valor real para as empresas.

Quando se fala em dados, se fala em matéria prima. Quando se fala em Analytics, se fala em refinamento, lapidação, aplicação do material bruto em estratégias evoluídas de crescimento corporativo. Do petróleo no poço aos produtos finais que movimentam uma indústria bilionária, o X da questão está no trabalho feito sobre a matéria-prima e no uso que se faz dela para melhorar ações e resultados diários. Dos dados brutos aos lucros de negócios, também.

*Ana Paula Thesing é CMO da BIMachine

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Redação
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