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Se o fim da Lei de Moore está próximo, o que vem a seguir?

Em The Next Wave, o jornalista John Markoff fala sobre diversos temas relacionados à tecnologia. Um deles, a Lei de Moore, que é a observação de que o número de transistores em um circuito integrado dobra aproximadamente de dois em dois anos.

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Markoff diz que o Vale do Silício tem se baseado fundamentalmente na Lei de Moore e que ela tem desempenhado papel central na sua carreira desde que se tornou repórter de tecnologia em 1977. “Mas, de repente, descobri que ela tinha acabado.”

Como resultado da Lei de Moore, os custos de computação têm caído a uma taxa exponencial por quase cinco décadas. Mas, nos últimos dois anos, parece estar em um platô, já que o preço do transistor parou de cair. “Vejo evidências da desaceleração em todos os lugares. O sistema de crenças do Vale do Silício não leva isso em conta”, diz.

Se a Lei de Moore está, de fato, em um platô, algumas das projeções de tecnologia podem não acontecer. E não há nenhuma previsão mais dramática do que o futuro da inteligência artificial, em particular, que “pode significar o fim da raça humana”.

Em seu livro The Singularity is Near: Humans Transcend Biology, Ray Kurzweil prevê que os avanços exponenciais tecnológicos levarão ao que ele chama de A Lei de Retornos Acelerados. Assim, em 2045, vamos chegar à “singularidade”. Isso significa que “a inteligência da máquina será infinitamente mais poderosa do que toda a inteligência humana combinada”, avalia Kurzweil.

Markoff, por outro lado, não acredita nisso. Em sua visão, a inteligência artificial teve seu progresso em algumas áreas, como no reconhecimento de objetivos, como entender cenas, reconhecer a voz humana e entender a linguagem.

Na parte de cognição, no entanto, ele acredita que houve pouca evolução. “Não fizemos nenhum avanço no planejamento e pensamento”, reflete em reportagem do The Wall Street Journal.

Se para ele, o Vale do Silício está estagnado. O que vem a seguir? De acordo com ele, o novo celeiro de ideias está a 50 milhas ao norte de San Francisco, nos Estados Unidos. A manufatura em grande parte foi transferida para a Ásia.

“O que me preocupa com o futuro do Vale do Silício é a [sua] unidimensionalidade, que não é uma cultura do Renascimento. É de engenharia que acredita que é revolucionária, mas na verdade não é tão revolucionária. O Vale tem, por um longo tempo, extraído grandes ideias”, pontua, completando que está ansioso por ver qual será a próxima plataforma. “Está completamente no ar, e acredito que alguma forma de realidade aumentada é real e possível. Será uma utopia de ficção científica ou um pesadelo? Acho que será um pouco dos dois.”

Especialistas há tempos antecipam o fim da Lei de Moore. De acordo com um artigo do The Economist, a previsão dessa decaída é tão antiga quanto a previsão em si.
“Ainda assim, a Lei tem o hábito de desafiar os céticos, para a grande sorte daqueles como nós que apreciam os minúsculos e poderosos eletrônicos de consumo. Os sinais, no entanto, estão se acumulando, sugerindo que a Lei está sendo executada mais lentamente. Tanto que os limites físicos estão ficando no caminho… e principalmente por causa da economia”, diz o artigo.
Ainda de acordo com o The Economist, a Lei de Moore não é apenas sobre a redução do tamanho dos transistores, mais também sobre a redução do seu preço. “Fábricas novas de semicondutores custam hoje mais de US$ 6 bilhões. Em outras palavras: transistores podem ser reduzidos ainda mais, mas agora eles estão ficando mais caros. E com a ascensão da computação em nuvem, a ênfase na velocidade do processador em desktops e notebooks não é mais tão relevante. A Lei de Moore chegará ao fim; mas pode, antes, tornar-se irrelevante.”

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Published by
Redação
Tags: Lei de Moore
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