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Se não fundamentados, projetos de TI tendem ao fracasso

Na correria do dia a dia, os projetos de TI acabam não sendo bem fundamentados – muitas vezes pela falta de atenção concedida, pela diretoria, ao departamento –  resultado em problemas de finalização. A opinião foi dada por Walter Sanzovo, CIO do Grupo Usina São João (USJ), durante apresentação sob o tema ?Antes da TI, a estratégia?, formatada na sessão Intercâmbio de Ideias, durante o IT Forum+.

O encontro ? que reúne 130 CIOs e cerca de 40 patrocinadores na Praia do Forte (BA), entre 18 e 21 de agosto ? contou com a apresentação de cases dos participantes. Sanzovo apresentou a mudança do modelo de gestão do departamento da USJ, uma empresa com mais de 60 anos, focada na moagem de cana-de-açúcar.

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Quando iniciaram o processo de revisão, que deveria ter sido implantado em julho deste ano, foi identificado que um ponto forte do departamento eram as boas informações produzidas. Do outro lado, o ponto negativo eram os sistemas de informações insuficientes: frágeis, desatualizados e demandando forte retrabalho.

O objetivo, portanto, foi estabelecer arquitetura e sistemas integrados; padronizar e maximizar o grau de automação dos processos do negócio, reduzindo custos administrativos; implantar boas práticas de controle de avaliação de desempenho; criar  condições de escalabilidade; estabelecer processos de governança de TI adequados; e focar em planejamento e análise, permitindo que o sistema trabalhe para os gestores.

A implantação do projeto, iniciada em outubro do ano anterior, seguia o cronograma quando, no meio do processo, duas usinas de Goiás fizeram uma joint venture com a empresa. Não era possível continuar o projeto sem atender a essa nova demanda: o negócio era redesenhar a estrutura, já contemplando a implantação dos sistemas nas novas companhias.

?Você não pode dizer para a diretoria que ela não pode fazer joint venture nenhuma, porque o projeto de TI está ocorrendo. A concepção da infraestrutura foi revisada?, contou. Desta forma, as companhias recém-chegadas adotaram os sistemas e políticas antigos. O CIO explicou que, diante deste desafio, a saída foi redesenhar o projeto, com atualização do cronograma, para atender ao novo cenário.

“Exatamente  por  estar  bem fundamentado  e  com  forte  gestão,  o  projeto  de  TI   do  Grupo  USJ  permitiu  que  fossem  absorvidas as   mudanças  de  critérios  e  prazos  exigidos  pela  estratégia,  sem  contudo  alterar   sua  concepção  original,  cuja  essência se  mostrou  plenamente aderente  à  visão  e  missão  do grupo”, ponderou.

?Na verdade, o processo de TI caminha da seguinte forma: sistema, passando por melhores práticas, chegando a governança e caindo em cultura. Mas será que isso é eficiente? Será que não deveria ser ao contrário: cultura, passando por governança, melhores práticas e, enfim, chegando a sistemas??, questionou.

?No primeiro projeto que todos dessa sala fizeram, foi pensado na primeira linha de raciocínio. Mas, depois, a cultura não muda, e é necessário fazer puxadinhos no sistema, porque não é possível refazer investimentos que são caros?, pontuou Gilberto Rodrigues, do Grupo Rendimento.

Quanto à participação mais ativa da TI na gestão estratégica da companhia, todos concordaram que o processo ainda está em evolução ? pelo menos no grupo presente na sala, formado por empresas que vão do ranking 501 a mil das maiores empresas do Brasil.

?Esta evolução começa a acontecer. A informática é vista como um setor que resolve problemas, mas ela é um departamento essencial?, pontuou Wanessa Costa, do Grupo Unigel. Segundo ela, é necessário que o gestor da área participe efetivamente das reuniões e diga se é possível, ou não, atender a tal projeto da empresa.

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Redação
15 anos ago

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