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SAS anuncia aquisição de ativos da Hazy, especialista em dados sintéticos

O SAS anunciou essa semana a aquisição dos principais ativos de software da Hazy, especialista em dados sintéticos – conjuntos de dados gerados artificialmente e que imitam padrões e características de dados reais. A compra, feita por valor não divulgado, é considerada estratégica para aprimorar o portfólio de dados e IA do SAS.

“A aquisição da propriedade intelectual da Hazy representa um passo fundamental para o nosso compromisso com a inovação na próxima geração de gestão de dados e IA”, diz em comunicado Jim Goodnight, CEO do SAS. “A Hazy é pioneira na introdução de dados sintéticos no mercado como um produto empresarial viável e os analistas a consideram uma das principais fornecedoras de software em sua categoria.”

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No futuro, a expectativa é que a tecnologia aprimore o Viya, plataforma de dados e IA do SAS.

As soluções de dados decorrentes dessa aquisição devem ser disponibilizadas globalmente, com prévia inicial programada para o início de 2025, diz a empresa.

Dados sintéticos?

Kathy Lange, diretora de pesquisa para software de IA do IDC, diz no comunicado enviado pelo SAS que dados sintéticos são “um divisor de águas” para empresas implementando soluções de IA, “especialmente em setores com regulamentações rígidas de privacidade, como saúde e finanças”. O que explicaria o interesse do SAS em ter essa tecnologia como “componente integral do ‘kit de ferramentas’ de IA, trazendo soluções para questões como a escassez de dados e a privacidade”.

Dados sintéticos, assim, seriam capazes de simular padrões estatísticos de dados reais sem expor informações privadas, identificáveis ou restritas, reduzindo riscos e aumentando o escopo dos dados disponíveis para análise e IA. Para o SAS, isso melhora resultados e traz alternativas para o trabalho dos cientistas de dados.

“… analistas estimam que, até 2026, 75% das empresas usarão IA generativa para criar dados sintéticos de clientes, contra menos de 5% em 2023. Para os clientes do SAS, isso representa um salto estratégico”, diz no documento Bryan Harris, CTO do SAS.

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