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Santander lança primeiro serviço com blockchain para clientes pessoa física no Brasil

Foto: Shutterstock

O Santander anunciou nesta quinta-feira (12/4) a disponibilidade do primeiro serviço com uso de blockchain para clientes pessoa física no Brasil. Trata-se do Santander One Pay FX, que permite efetuar transferências internacionais de forma mais rápida, já que os valores serão entregues em até duas horas (desde que feitas dentro do expediente bancário no país de destino), em vez dos cerca de dois dias do prazo atual.

A funcionalidade estará disponível inicialmente para os clientes Select, e será estendida a todos os segmentos até o fim deste semestre. Os clientes podem acessar o Santander One Pay FX diretamente no aplicativo do Banco para dispositivos móveis.

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A depender do banco destinatário, as transferências podem inclusive ser instantâneas, diz a empresa. A funcionalidade está disponível no Brasil, na Espanha, no Reino Unido e na Polônia, e deverá ser estendida a outros países nos próximos meses.

Nesta fase de lançamento, os clientes do Santander Brasil serão isentados do pagamento da tarifas de envio dos recursos. O valor exato que chegará à conta do destinatário, na moeda de destino, será informado no momento de efetivação da transação – algo que não é possível na maioria dos serviços de remessas disponíveis hoje. Pelo modelo tradicional de transferências internacionais, o dinheiro precisa circular entre instituições parceiras, de forma que tanto o prazo quanto os valores das taxas só são conhecidos quando o recurso é entregue ao destinatário.

Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil, comenta que, no caso das transferências internacionais, o blockchain tem um efeito transformador, com benefícios inequívocos para os clientes. “Nossa equipe participou de todas as etapas do desenvolvimento do Santander One Pay FX, e segue em busca de oportunidades para o uso do blockchain em outras aplicações que possam melhorar nossos serviços, tanto em estudos no Brasil quanto em parceria com os especialistas em tecnologia do Banco em outros países”, destaca.

O Santander utilizou o xCurrent, uma tecnologia baseada em registros contábeis compartilhados da companhia californiana Ripple, com a qual trabalhou em pilotos no Reino Unido e na Espanha por três anos. O Innoventures, fundo de capital empreendedor de US$ 200 milhões do Grupo Santander, investiu na Ripple em 2015. No total, o fundo fez 20 aportes em startups de tecnologia financeira vinculadas a inteligência artificial, big data, blockchain, pagamentos, assessoramento financeiro, financiamentos de automóveis ou para pequenas empresas e hipotecas.

Transações

Inicialmente, o Santander One Pay FX permitirá o envio de libras esterlinas do Brasil para o Reino Unido, em operações limitadas ao equivalente a 3 mil dólares. Até o fim deste primeiro semestre, também poderão ser feitas remessas de euros para a Espanha. Transferências para os demais países da União Europeia estão previstas para a segunda metade deste ano. E, a partir de 2019, serão liberados o envio de dólares para os Estados Unidos e o recebimento de remessas em reais no Brasil.

“O serviço de remessas internacionais segue um mesmo modelo há séculos: como não há um sistema centralizador, o dinheiro circula de banco para banco, e não é possível saber nem o prazo e nem a tarifa total que será cobrada até o destino. O que queremos agora é desmistificar o câmbio, que deveria ser tão simples quanto uma TED (transferência eletrônica direta), só que com a conversão da moeda no caminho”, explica Geraldo Rodrigues Neto, superintendente executivo de Segmentos e Produtos para Pessoa Física do Santander Brasil.

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Redação
Tags: blockchainSantander
8 anos ago

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