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Sam Altman diz que uma IA pode substituí-lo como CEO da OpenAI e sonha em virar fazendeiro

O CEO da OpenAI, Sam Altman, imagina um futuro em que a inteligência artificial possa ocupar até o seu próprio cargo. Em entrevista ao podcast Conversations with Tyler, o executivo de 39 anos declarou que ficaria satisfeito se isso acontecesse, já que, segundo ele, a OpenAI deveria ser “a primeira grande empresa administrada por uma IA”.

Altman, que cofundou a companhia responsável pelo ChatGPT, disse refletir com frequência sobre o que seria necessário para que uma máquina se saísse melhor do que ele na condução dos negócios. “Seria uma vergonha se não fôssemos os primeiros a testar isso”, afirmou. Para ele, uma IA capaz de gerenciar um grande departamento da empresa pode se tornar realidade em poucos anos, “em dígitos simples”, nas suas palavras.

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Não é a primeira vez que o executivo menciona a ideia de se afastar do comando. Altman já havia comentado sobre sua vida fora do Vale do Silício e revelou o desejo de se dedicar à fazenda que possui. “Tenho uma fazenda onde moro parte do tempo, e eu realmente amo isso”, disse em entrevista anterior ao CEO do grupo Axel Springer, Mathias Döpfner.

Antes do sucesso global do ChatGPT, Altman passava longos períodos cuidando pessoalmente da colheita e dirigindo tratores. Proprietário de imóveis em São Francisco, Napa e de uma propriedade avaliada em US$ 43 milhões no Havaí, ele afirma encontrar mais satisfação no ritmo simples da vida rural do que na rotina acelerada da indústria de tecnologia.

Um novo conceito de trabalho e liderança

Durante o evento DevDay da OpenAI, Altman reforçou sua visão sobre o impacto da automação. “No curto prazo, a IA vai eliminar muitos empregos. No longo prazo, como em outras revoluções tecnológicas, vamos descobrir novas formas de trabalhar”, observou.

O executivo questionou ainda o que a sociedade entende por “trabalho real”. Em tom reflexivo, disse que um agricultor de meio século atrás provavelmente não consideraria as atividades de escritório atuais como trabalho legítimo. “Isso me ajuda a manter os pés no chão e a não me preocupar tanto com as perdas de curto prazo”, explicou.

As declarações de Altman revelam um paradoxo curioso: enquanto lidera uma das companhias mais influentes da era da IA, ele demonstra vontade de retornar às origens e abraçar a simplicidade da vida no campo. Para ele, o avanço tecnológico não precisa significar o fim da humanidade no trabalho, mas a construção de uma convivência mais equilibrada entre pessoas e máquinas.

Mesmo que um dia uma IA assuma o comando da OpenAI, Altman parece ter encontrado um propósito mais humano, o de reconectar-se com a terra que, no fundo, também o inspira a repensar o futuro da inteligência artificial.

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