O rompimento de dois cabos ópticos da Embratel, na terça-feira (01/09), impediu que parte dos moradores das cidades de Brasília, do Rio de Janeiro e de Ribeirão Preto (SP) fizesse ligações interurbanas usando o código da empresa.
Além do inconveniente causado aos clientes, os problemas com a rede da Embratel afetaram também os canais de comunicação do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta 1), sem maiores prejuízos à aviação comercial, segundo informações divulgadas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
De acordo com a Embratel, o problema só atingiu os clientes da empresa porque, além do rompimento de um cabo óptico no município de Sertãozinho, no interior do Estado de São Paulo, o cabo alternativo para o qual as ligações poderiam ser transferidas também foi avariado. Os dois incidentes ocorreram em um curto espaço de tempo.
O cabo principal foi atingido por uma escavadeira da prefeitura de Sertãozinho. Já a fibra óptica alternativa foi danificada por um caminhão, nas obras de duplicação de uma rodovia que corta a cidade de Sete Lagoas (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte. O problema foi resolvido por volta das 15h.
Em nota, a Aeronáutica informou que as frequências de rádio do Cindacta 1 foram “degradadas” entre as 11h15 e 11h42 da terça-feira. Em função disso, por razões de segurança, parte dos voos sob a responsabilidade dos controladores do Cindacta 1 foi suspensa. Responsável por monitorar quase 45% do tráfego aéreo nacional, o centro responde por parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Distrito Federal.
De acordo com a Infraero, o problema não chegou a causar transtornos nos aeroportos de Congonhas e de Guarulhos, em São Paulo. Em seu site, a estatal informa que, até as 17h, apenas 112 dos 1.511 voos programados sofreram atrasos de mais de meia hora e 51, ou 3,4%, tinham sido cancelados.
*Com informações da Agência Brasil
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