A RIM passa por momentos difíceis há dois anos, especialmente se compararmos a década passada. As ações da companhia caíram consideravelmente desde a metade de 2009. Se a situação continuar assim a companhia será um alvo de compra atrativo para qualquer empresa que queira se aventurar no mercado de telefones móveis.
Antes da crise financeira, as ações da RIM chegavam a US$150. Como o que aconteceu com todo mundo na época, ela afundou, mas recuperou-se para US$ 90 na metade de 2009 e não passou muito disso desde então. Na segunda-feira (05/12) o valor chegou a US$ 17,30 marca que não atingia desde 2004.
A RIM tem um bom histórico na operação e execução de planos e de inovação. Ela inventou o push e-mail através do seu sistema proprietário de servidores. Por causa de sua grandeza, quando ela falha, o problema chega as manchetes e é pintado um cenário e catastrófico. Sua queda em outubro resultou na falta de acesso ao e-mail e à Web, por até três dias.
Ela tentou entrar no mercado de touchscreen com o BlackBerry Storm em 2008, depois de um ano do lançamento do iPhone. Três anos depois, ela ainda não conseguiu acertar neste mercado, provavelmente por causa da plataforma BlackBerry. A RIM mudará seu sistema operacional para o QNX, o mesmo do PlayBook – que foi um dispositivo que causou a RIM um prejuízo de US$ 458 milhões.
Esse e outros problemas levaram ao aumento da insatisfação de seus acionistas com a companhia e particularmente com seus CEOs. O preço das ações coloca o valor da empresa ao alcance de vários de seus concorrentes. Um monte de acionistas ficaria feliz em ver uma aquisição para, quem sabe, agitar as coisas e colocar a empresa de volta nos trilhos.
O que você acha? Será que a RIM ainda estará por aqui no próximo ano ou será engolida pelas suas concorrentes e por empresas que querem entrar no mercado de smartphones?
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