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Review Google Wave: o que é de verdade?

Quando o Wave foi lançado, falava-se que ele pretendia substituir ou ofuscar completamente um grande número de serviços e sistemas existentes, principalmente e-mail. O fato é que o Wave tem um alto grau de segurança, enquanto e-mail é tão seguro quanto um cartão-postal escrito à lápis. 

Mas quanto mais as pessoas tiveram a chance de trabalhar com ele, mais claro ficou que o Wave não tinha a intenção de substituir nada – e agora está claro que talvez nem pretenda ser um adjunto. No entanto, é possível que o Wave esteja sendo usado como uma das seguintes opções:

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– A primeira é a analogia de um “carro-conceito”, como eu já mencionei. Uma demonstração de todo um novo grupo de tecnologias Web 2.0 (e, talvez, Web 3.0) que pode ser quebrado e dividido em um grande número de contextos.

– A segunda é um pouco mais complexa: o Wave como um experimento estendido de interação de aplicativos – uma maneira de unir diferentes conceitos de interface de usuário comuns (e-mail, grupos de discussão, Ims, etc) e reimplementá-los de novas maneiras. Nós estamos tão familiarizados com o conceito de e-mail que não tem segredo imaginar o que o compõe: tem uma caixa de entrada, uma pasta para spam, uma lista de mensagens não lidas, etc. O Wave se mostrou engenhoso ao usar os conceitos de muitos serviços que usamos com tanta naturalidade e combinar suas funções de uma forma que, em um primeiro instante, parecem não trabalhar bem em conjunto.

Um amigo meu, programador, descreveu o Wave como “um projeto de pesquisa sobre a interação homem-computador”. E faz sentido: ao criar algo que muita gente vai ter curiosidade de experimentar de forma entusiasmada e provisória, o Google pode entender e identificar quais partes do protocolo – tanto no “backend” quanto na implementação – valem a pena serem desenvolvidas e quais partes podem ser deixadas como add-ons de terceiros ou descartadas completamente. E o Google já se tornou famoso por criar tantos experimentos, depois de tantos anos em ciclos beta.

Como o Wave ainda não tem uma forma certa, faltam muitas coisas e muitas dessas omissões são por causa do design. Uma delas é uma maneira de migrar para o Wave. Falta, por exemplo, uma ferramenta que permita que se pegue os e-mails armazenados em uma conta de e-mail e converta-os em um conjunto de conversas do Wave. Não existe nada nesse estilo até agora. Não só porque ninguém criou tal ferramenta, mas porque o Wave em si ainda é uma experiência e fazer essa migração não teria fundamento. O protocolo pode mudar completamente quando outras pessoas, que não são do Google, começarem a usá-lo. (Teoricamente, é possível criar servidores Wave que rodam paralelamente com um sistema de e-mail existente, criar uma porta entre eles e, então, fazer migrações do e-mail para o Wave – mas, de novo, porque fariam isso se ainda não é possível saber para onde, exatamente, estaria migrando?)

Um outro e mais importante detalhe: neste momento, a única versão do Wave é o Google Wave. Se o Wave é um protocolo aberto, que pode ser implementado por um grande número de pessoas, seja por cliente ou servidor, ele terá de existir em múltiplas implementações independentes, antes de ser considerado um protocolo ou plataforma a ser usado em sentido de produção.

A última palavra em Wave, agora, seria que ele foi apropriadamente nomeado (onda): está em constante movimento e, qualquer que seja sua versão final, se é que existirá um dia, deverá lembrar, apenas vagamente, o que conhecemos agora.

Leia também:

Um passeio pelo Google Wave

Next CA promove novo CEO »
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Editorial IT Forum 365
16 anos ago

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