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Restrições dos EUA à Huawei impactam receita da Intel e mercado de semicondutores

As recentes restrições impostas pelos Estados Unidos à Huawei, uma das maiores empresas de telecomunicações da China, estão causando impactos significativos na indústria de semicondutores e nas empresas que a compõem.

A Intel, uma das principais fabricantes de chips do mundo, anunciou que sua receita do segundo trimestre estará abaixo do ponto médio da faixa orientada anteriormente, que era de US$ 12,5 bilhões a US$ 13,5 bilhões, de acordo com a Bloomberg.

Leia também: Biden investe US$ 285 mi em projeto de gêmeos digitais para semicondutores nos EUA 

Os Estados Unidos retiraram na terça-feira as licenças que permitiam à Huawei adquirir semicondutores da Intel e da concorrente Qualcomm, como parte das restrições comerciais à empresa chinesa, que está na lista de restrições dos EUA.

Essa medida é parte de uma estratégia mais ampla para restringir o acesso da China à tecnologia de semicondutores, refletindo as crescentes tensões geopolíticas entre os dois países. Além da Intel, outras empresas do setor, como Qualcomm, AMD e Nvidia, também foram afetadas negativamente no mercado de ações após o anúncio.

A Qualcomm, por exemplo, revelou que seus negócios com a Huawei já são limitados e devem diminuir ainda mais. Essa redução nas transações comerciais entre empresas americanas e a gigante chinesa indica um ambiente mais restritivo para o comércio internacional de tecnologia, especialmente no que diz respeito à segurança cibernética e à proteção de dados.

As preocupações sobre segurança nacional e espionagem têm sido frequentemente citadas como justificativa para as restrições à Huawei, com os Estados Unidos temendo que a tecnologia da empresa possa ser utilizada pelo governo chinês para atividades de vigilância.

No mercado pré-operacional, as ações da Intel aprofundaram suas perdas, caindo 2,5% para US$ 29,91. Esse movimento foi acompanhado por uma queda nas ações da Qualcomm, AMD e Nvidia durante as negociações iniciais após o anúncio da Intel.

Apesar da expectativa abaixo da média, a Intel ainda espera um crescimento na receita e no lucro por ação em 2024, comparado ao ano anterior.

*Com informações da Bloomberg

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