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Resiliência cibernética como base da recuperação econômica

A cada 11 segundos ocorre um ataque cibernético em algum lugar do mundo, segundo estimativa da Cybersecurity Ventures. São ataques que visam de tudo: desde roubo e sequestro de dados pessoais até espionagem industrial e vazamento de informações confidenciais de políticos e governos. E com a aceleração do cenário de transformação digital, essas ocorrências têm crescido em volume e sofisticação, gerando um enorme impacto econômico e social.

Com o cenário de distanciamento social e a tendência de migração das empresas para um modelo de trabalho híbrido no longo prazo, é preciso também ter consciência de que estamos mais vulneráveis do que nunca a ataques cibernéticos. Um relatório da McKinsey, de 2020, já apontava para um aumento de quase sete vezes nos ataques de spear-phishing (links falsos por e-mail ou SMS) desde o início da pandemia. A principal vítima são funcionários trabalhando de forma remota e que são atacados por criminosos que aproveitam a desatualização dos sistemas ou usam a engenharia social para enganar as vítimas.

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O custo desse tipo de ataque e o aumento da vulnerabilidade destacam a necessidade para os governos acelerarem rapidamente um planejamento de resiliência cibernética – que é a capacidade de prevenir, responder e se recuperar do crime eletrônico – para, assim, garantir a possibilidade de uma base sólida com relação ao tema e aumentar o ritmo da recuperação econômica.

O número enorme de ataques cibernéticos impressiona no Brasil e no mundo, onde crescem os casos de grandes empresas e grupos que têm suas operações paradas ou prejudicadas por conta de problemas associados ao cibercrime. O ransomware e outros tipos de ofensivas sofisticadas estão mais frequentes e prejudiciais do que nunca e, cada vez mais, visam grandes corporações e órgãos públicos. De acordo com a edição de 2021 do Global Data Protection Index, estudo global patrocinado pela Dell Technologies, 76% das organizações no Brasil não acreditam que conseguiriam recuperar os dados essenciais ao negócio em caso de um ataque cibernético bem sucedido.

Os impactos financeiros do crime cibernético são enormes e custarão ao mundo US$ 10,5 trilhões anualmente até 2025, o que representa um valor maior do que os prejuízos gerados por todos os desastres naturais que podem acontecer no mesmo período. Mas não é só no bolso que os ataques online causam danos. Existem ainda o roubo ou destruição de informações pessoais e propriedade intelectual, bem como danos à reputação de cidadãos, empresas e governos, que são imensuráveis.

Mais de 100 governos ao redor do mundo já desenvolveram estratégias nacionais de segurança cibernética para proteger seus cidadãos, empresas e infraestruturas de TI contra esse tipo de ameaça. À medida que o mundo consegue antecipar a retomada econômica, impulsionada pela tecnologia, os governos que conseguirem concentrar seus investimentos e esforços nos lugares certos estarão certamente em uma posição melhor para evitar ataques cibernéticos e mitigar seus danos por meio de um ambiente digital robusto.

A segurança cibernética é muito mais do que apenas uma apólice de seguro contra os ataques. Se implementada de forma eficaz, ela pode ajudar a turbinar a prosperidade econômica e a inovação de longo prazo.

Apenas investir em programas voltados à segurança não basta. Hoje em dia, os governos já estão bem-posicionados para orientar inclusive o setor privado na implementação de uma abordagem de segurança baseada no risco. Por exemplo, encorajar a adoção da nuvem combinada com data centers tradicionais pode ajudar a melhorar a resposta a ataques cibernéticos, fornecendo visibilidade em tempo real nas redes e evitando problemas associados à continuidade dos negócios.

Sem dúvida, estamos em um momento crucial no planejamento de retomada da economia, com a oportunidade de estabelecer bases digitais robustas e investir em uma infraestrutura de tecnologia para prosperar e sobreviver aos próximos anos. O forte ritmo e a escala dos ataques cibernéticos recentes são um aviso de que uma economia e uma sociedade transformadas digitalmente só podem ser sustentáveis com a resiliência cibernética em sua base.

No tempo que você levou para ler este artigo, dezenas de ataques cibernéticos ocorreram – cada deles um com o potencial de fazer um forte estrago para pessoas, empresas e governos. A resiliência cibernética é fundamental para reduzir o impacto econômico e social dos ataques e, ao mesmo tempo, impulsionar o crescimento e a inovação. Ou seja, esse tema é essencial para uma recuperação econômica sólida e alinhado com o futuro, cada vez mais digital.

* Wellington Menegasso, diretor de vendas para soluções de proteção de dados da Dell Technologies Brasil

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Marcelo Gimenes Vieira
Tags: ataques cibernéticosCiberataquescibersegurançagovernosresiliência cibernéticasegurança
5 anos ago

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