A nova placa computacional da Raspberry Pi é menor e mais barata do que a antecessora, mas a fabricante não espera ver a mesma corrida de consumidores dos modelos anteriores.
Isso porque o produto não é voltado para uso em casa ou na escola, mas para aplicações industriais. Para utilizá-lo, os compradores precisarão primeiro desenvolver um produto com um slot na placa de circuito para acomodar a nova placa da Raspberry e isso, segundo o criador do produto, Eben Upton, vai levar tempo.
A nova Compute Module 3 (entre 25 e 30 dólares) traz o mesmo processador quad-core de 64-bit Broadcom BCM2837 e 1GB de RAM da Raspberry Pi 3, mas possui menos da metade do tamanho da sua antecessora e não traz conectividade Ethernet, USB, SD Card – nem Wi-Fi.
Os sinais para esses conectores ausentes aparecem todos em um conector na ponta que se encaixa em um socket SODIMM, normalmente usado para upgrades de memória em laptops, permitindo que desenvolvedores de produtos industriais escolham quais entradas querem expor nos seus produtos, e quais funções querem embutir nelas.
Isso significa que elas podem ser incorporadas de diferentes maneiras em robôs, máquinas industriais e outros aparelhos.
“Já vimos alguns designs interessantes para ela. Provavelmente as telas grandes da NEC são as que nos deixaram mais animados; elas possuem a opção de colocar uma Compute Module na parte de dentro para adicionar inteligência a uma tela que antes era passiva”, explica Upton.
A Compute Module 3 é entre 10 e 12 vezes mais poderosa do que sua antecessora – mas com desempenho no ápice, ela “suga” muito mais energia.
“Esperamos que uma grande parte do nosso negócio Compute Module migre para a Compute Module 3”, afirma o executivo, que espera também que isso se traduza nas vendas de centenas de milhares de módulos no primeiro ano, muito menos do que os milhões de Raspberry Pi 3 comercializadas no primeiro ano.
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