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Ransomware-as-a-Service é lucrativo e tem até ‘programa de canais’

O Ransomware-as-a-Service é um modelo de negócio considerado lucrativo, semelhante ao Software-as-a-Service (SaaS), e que faz os grupos cibercriminosos a operarem de forma muitas vezes semelhante ao de empresas legítimas de tecnologia. Eles fornecem o ransomware para parceiros que realizam ataques. Enquanto o grupo desenvolve o programa malicioso, com painel e demais funcionalidades, os parceiros fazem os ataques, podendo utilizar recursos próprios além dos fornecidos pelo grupo ao qual estão associado.

O mecanismo faz parte de um estudo da Tempest, que buscou entender e avaliar o funcionamento interno de grupos cibercriminosos, como o ALPHV (também conhecido como BlackCat ou Noberus), que operam no modelo de ransomware como serviço. Segundo a empresa de segurança, o objetivo é oferecer insights sobre operações criminosas e suas relações com outros grupos.

Leia também: Incidentes de segurança na nuvem aumentaram 154% em um ano

Na maioria das vezes, diz o estudo, os parceiros (também chamados de afiliados) estão vinculados a mais de um grupo de ransomware. Por isso foram observadas similaridades no comportamento desses afiliados. O modelo de negócio inclui inclusive anúncios denominados “Programa de Parceria”, utilizado por grupos de ransomware para atrair novos parceiros.

Os benefícios incluem pentesters e Initial Access Brokers (IABs), oferecendo benefícios para expandir essas redes, aumentar lucros e garantir estabilidade de operações.

No processo de recrutamento de novos afiliados são realizadas entrevistas conduzidas pelos operadores dos grupos, onde são avaliadas as habilidades técnicas e o histórico dos candidatos. Uma vez aprovados, eles recebem acesso a painéis exclusivos, que fornecem ferramentas para configurar e gerar o ransomware, gerenciar alvos, publicar informações das vítimas e até realizar ataques de negação de serviço distribuída (DDoS).

O estudo pode ser visto com mais detalhes nesse blog post.

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