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Quer investir em IA? Veja se sua empresa atende a esses 4 requisitos

As aplicações que utilizam inteligência artificial são conhecidas por otimizar serviços e reduzir despesas relacionadas à custos de produção. Por conta dessas características, não são poucas as empresas que querem utilizar essa tecnologia em praticamente todas as operações. O problema é que nem todo o investimento em IA garante um retorno acima da média.

Pelo menos, essa é a opinião de Athina Kanioura, Chief Analytics Officer da Accenture. A executiva acredita que as companhias deveriam avaliar se esse tipo de aposta realmente faz sentido dentro da sua estrutura ou se esse desejo vem de pressões internas ou externas que, no final das contas, poderiam prejudicar o desempenho da firma.

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À pedido do Business Insider, Kanioura fez uma lista de quatro pontos que as marcas precisam avaliar para decidir se a inteligência artificial é mesmo o melhor caminho a se adotar. Confira:

Avalie o investimento feito até o momento e qual tipo de retorno se espera obter com as aplicações de IA

Da mesma forma que uma andorinha só não faz verão, nenhum investimento em tecnologia mudará a vida da empresa sem estar apoiado em uma base de soluções já executadas dentro do escritório, como computação em nuvem e análise de dados.

“Qualquer investimento em IA precisa somar investimentos existentes”, explicou Kanioura. “Toda empresa deve avaliar quais investimentos foram realizados e então decidir o que é necessário para gerar uma mudança de mentalidade específica dentro da companhia”.

A profissional também pondera que as firmas precisam estar alinhadas em outros dois aspectos: 1) se há consenso de que o primeiro ano de implementação será concentrado apenas na recuperação do investimento (portanto, sem lucro) e 2) se estar na vanguarda desse movimento é realmente crucial.

Escolha iniciar o projeto em um setor da empresa com resultados fáceis de mensurar

No momento de decidir por qual área deve-se iniciar os testes em inteligência artificial, Kanioura aconselha que a escolhida seja um setor aberto à esse tipo de experimentação e no qual eventuais perdas de tempo ou dinheiro sejam aceitáveis.

Duas áreas que a executiva acredita que atendam esses requisitos são o setor de atendimento ao cliente e na área de prospecção de novas contas. Setores nos quais a análise de uma base de dados robusta pode de fato fazer a diferença.

Lance a tecnologia por fases, ao lado de especialistas internos e externos

É sempre importante lembrar que uma estratégia de automatização tem impacto direto no trabalho de dezenas (ou centenas) de pessoas. Por isso, é importante que essa mudança seja feita de forma bem gradual e com o apoio tanto das lideranças como de profissionais externos com experiência em transições.

“Essa estratégia protege a empresa de perdas maciças em investimentos em tecnologia. Também resguarda as partes interessadas do negócio de tomar uma decisão decisão que possa ser fatal”.

Monitore os resultados mensalmente, porém com a meta de recuperar o investimento ainda no primeiro ano

Com a etapa inicial concluída com sucesso, o passo seguinte está na mensuração dos ganhos e ajustes realizados na área-teste. Porém, a CAO aponta que o trabalho precisa ter seu retorno dentro do primeiro ano: caso contrário, alguma parte do processo precisa ser ajustada ou mesmo eliminada.

Mas nem sempre esse ROI é medido por dinheiro. Para Kanioura, os benefícios do uso de inteligência artificial contemplam dois aspectos: redução de custos por meio da automação e realocação da força de trabalho para tarefas que gerem maior valor agregado.

 

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Redação
Tags: inteligência artificial
7 anos ago

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