Craques da informática verde-amarela entram em campo nesta terça-feira (10), em Helsinki, na Finlândia. Os cariocas Caetano D’Araújo (32 anos), Pedro Jesus (25) e Thiago Garcia (24), da equipe Working Minds, representam o continente americano na decisão do primeiro campeonato mundial de programação, o Hello World Open. Eles desbancaram 558 equipes, de diversos países, com um sistema de inteligência artificial para controlar um carro em uma corrida virtual.
Na finalíssima, os pilotos brasileiros da computação têm de acelerar forte para superar asiáticos e europeus. Vence a Inteligência artificial os que são capazes de responder de forma mais rápida e, digamos, turbinada as exigências do servidor. Em outras palavras, equipe que fizer o carro andar mais rápido na pista virtual. Os três primeiros vão dividir 10 mil euros em premiação.
De olho na indústria de games, que movimenta US$ 66 bilhões por ano, o Hello World Open pretende estimular a inovação e se aproximar de profissionais de todo o mundo. A competição, organizada pela Reaktor e pela Supercell, principal desenvolvera de jogos portáteis, reuniu cerca de 2,5 mil equipes, divididas por região do globo: América; Europa e África; Ásia e Oceania.
Representantes brasileiros na grande final, os jovens Caetano, Pedro e Thiago começaram cedo na “arte da programação”, como costumam chamar. Aos 10 anos, cada um deles já arriscava os primeiros códigos na construção de protótipos de jogos de RPG e programas básicos.
Hoje, eles dividem o tempo entre o trabalho na Working Minds, onde usam as habilidades para o desenvolvimento de projetos na área de TI, e a diversão também regida pelo mundo virtual. “Construir virtualmente tudo o que quero me dá uma sensação incrível. A programação é uma arte e eu vivo para praticar e aprimorar minhas técnicas”, orgulha-se Caetano.
Para programar a inteligência artificial do carro, com linguagem JavaScript, eles levaram duas semanas. “Foi intenso, noites em claro”, lembra Pedro. Iniciativas assim são incentivadas pelo diretor da Working Minds, Ariel Lindgren, pois “estimulam o constante aprendizado e o crescimento profissional”.
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