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Principais justificativas para adoção da nuvem são escalabilidade e flexibilidade

O discurso de fornecedores e provedores de nuvem bate na tecla do custo, desde a troca do capex pelo opex, até na vantagem de não ter de se investir pesado em hardware para implantar um projeto. Claro que outros benefícios da cloud vêm na carona, mas certamente as cifras são os elementos mais expostos da parte de quem vende.
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Para os CIOs Agenor Leão, da Natura, e Carlos Queiroz, da Globo, o grande diferencial reside mesmo na flexibilidade e escalabilidade do modelo. Eles enfatizaram que a nuvem propiciou projetos pilotos de e-commerce, no caso da companhia de cosméticos, e a participação em tempo real da audiência da TV por meio de redes sociais, no caso da emissora.
“Usamos nuvem para nosso e-commerce, pensando na possibilidade de criação de lojas virtuais para cada uma das consultoras. A nuvem deu muita velocidade para alavancar isso, a partir de dois pilotos em duas cidades, e permitiu que a gente lançasse o projeto ‘para valer’ no prazo que precisávamos”, conta Leão. Ou seja, no caso da empresa, a capacidade de escalar a arquitetura para atender à demanda crescente de consumidores virtuais, além da flexibilidade e rapidez com a qual ela foi implantada, permitiu criar um modelo de negócios diferente da tradicional venda em catálogos.
No fim das contas, após o estudo de ROI, a nuvem ainda se mostrou viável, porém, na modalidade privada – não a cloud pública usada para o desenvolvimento do projeto piloto. “Precisamos de cases comparativos em grandes volumes. Vejo que [a nuvem] ainda deve ser estudada muito bem caso a caso, mas é conveniente principalmente quando você precisa colocar algo em prática rapidamente. Você minimiza muito os custos em relação a isso”, conta Leão. E lembra de novos negócios, como aplicativos de táxi, por exemplo, que surgiram nos últimos anos: “Para quem está começando hoje, não vale comprar um centavo de hardware. Para nós que temos um legado, a história é um pouquinho diferente”, compara.
Já Queiroz, da Globo, menciona o programa SuperStar, que seria completamente inviável sem uma arquitetura de computação em nuvem estável. “Viabilizo toda a esteira do programa na nuvem. Porque existe todo um ‘timing’ de infraestrutura. Eu não sei se naquele horário terei milhões ou milhares de usuários participando num mesmo momento”, exemplifica.
Ele define o momento da nuvem como “infância”, a começar por projetos que utilizam do conceito de “segunda tela”, ou seja, quando uma empresa de mídia quer aproveitar a audiência das pessoas que assistem televisão acompanhadas de smartphones, tablets ou computadores, interagindo entre si.
“E a questão do custo não é tão simples assim. Não é simplesmente ‘joguei na nuvem’ e esquece… Você terá que monitorar, gerenciar, se preocupar com recuperação de desastres, segurança. Claro que há uma otimização de custo, mas existem outros custos associados com seus processos de governança”, pondera. Ou seja, a cloud não será, ao contrário do que a indústria enfatiza, a solução para os problemas financeiros do orçamento cada vez mais enxuto da TI.
Por fim, o caminho para a nuvem é inevitável. “É uma tendência da qual não vamos fugir, seja orquestrada ou não por TI. O melhor é que a gente exerça essa liderança, e minha recomendação é: abrace, não fuja”, resume Leão.
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Published by
Redação
Tags: computação em núvem
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