Millennials
A despeito da inquietude e do perfil questionador deles, temos que admitir que estes jovens, que representam cerca de 20% da população mundial e no, Brasil, somam 58,7 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possuem características admiráveis e de enorme valor, sobretudo para o mundo da tecnologia.
Com um vigor único, eles vêm transformando os processos e tornando as relações horizontais. Dessa forma, vejo organizações cada vez mais dinâmicas e, diria até mesmo, engajadas. Foram estes jovens que começaram a fazer barulho nas redes sociais e passaram a educar gigantes multinacionais sobre a real importância de levantarmos bandeiras como, por exemplo, a equidade de gênero e a sustentabilidade.
São jovens que apreciam a liberdade de expressão e não abrem mão de suas escolhas e seus valores. Aos 37 anos, não me vejo muito distante deles e, talvez por isso, acredito e defendo a bandeira de que precisamos deixar os millennials seguirem seu curso em paz, precisamos dar voz a eles e de partilharmos de suas ideias inovadoras. Precisamos encorajá-los, desafiá-los, pois eles serão os próximos diretores e presidentes das companhias.
Os integrantes de gerações anteriores precisam aprender com eles sobre flexibilidade e rápida adaptação. Dessa forma, conseguirão aproveitar todas as suas potencialidades. Precisamos aprender com os millennials que não é mais preciso sacrificar a nossa vida pessoal para sermos felizes e termos sucesso no trabalho. Isso significa trabalhar pouco? Certamente, não. Significa que podemos trabalhar melhor, sermos produtivos e sermos mais eficientes.
Em um mundo onde as empresas buscam por funcionários capazes de resolver problemas complexos, com pensamento crítico, atitude empreendedora e inovadora, habilidade para trabalhar com diferentes culturas, raciocínio lógico e facilidade para se relacionar e aprender, os millennials podem nos ensinar como a criatividade e o questionamento de práticas consagradas podem aumentar a eficiência dos processos e também os lucros. Aprendamos com eles.
*Edivaldo Rocha é CEO da CorpFlex
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