A Portugal Telecom e a Oi anunciaram um acordo de intenções sobre os princípios essenciais para uma proposta de fusão entre as duas empresas. O contrato tem o objetivo de constituir “uma única e integrada sociedade brasileira chamada “CorpCo”.
A nova empresa será cotada nas bolsas do Brasil (Novo Mercado), Nova York (NYSE) e de Lisboa (Euronext), mantendo os compromissos já seguidos tanto pela Oi quanto pela Portugal Telecom de praticar os mais elevados padrões de boa governança e transparência com os mercados.
Nesta nova composição, os dividendos serão igualitários para todos do acionistas. A nova entidade terá uma base acionista internacional diversificada e deverá haver aumento de liquidez.
“A ambição é estar entre os maiores players globais, assumindo uma vocação multinacional, desde a primeira hora, num setor em profunda transformação e afirmando-se como uma referência em termos de inovação tecnológica, excelência operacional e criação de valor ao acionista”, afirma Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom em Portugal e da Oi, escolhido também para ser o CEO da nova empresa.
A nova empresa nasce com raiz nos países de língua portuguesa e num mercado de 260 milhões de pessoas. A empresa já surge entre as 20 maiores do mundo, com mais de 100 milhões de clientes, 30 mil colaboradores e presença em quatro continentes. Esse ponto de partida já coloca a CorpCo em posição privilegiada no mercado mundial de telecomunicações.
Como parte da operação, pretende-se realizar um aumento de capital da Oi no valor mínimo de R$ 13,1 bilhões, com o objetivo de alcançar R$ 14,1 bilhões. Sendo que considerando o valor o mínimo de R$ 7 bilhões, podendo chegar a R$ 8 bilhões, em dinheiro e R$ 6,1 bilhões em ativos da Portugal Telecom, excluindo a operação da Oi e da Contax.
Este aumento de capital vai melhorar a flexibilidade financeira do grupo, reduzindo assim o risco financeiro da companhia e permitindo que a empresa continue a investir no crescimento de seu negócio.
Iniciativas como o reforço continuado da disciplina financeira, a monetização das sinergias e uma aposta inequívoca na excelência operacional possibilitam a confiança no aumento da geração de caixa da nova empresa e redução da dívida no futuro. Somente os ganhos resultantes das sinergias entre as duas operações estão estimados em R$ 5,5 bilhões.
A conclusão da operação está condicionada às devidas aprovações tanto de instituições regulatórias como dos fóruns de acionistas nos dois países. A previsão é de conclusão da operação até o final do primeiro semestre de 2014.
Esta nova empresa contará com uma equipe de gestão coesa e única, com larga experiência da gestão de operações integradas e que procurará maximizar sinergias e criar valor ao acionista. No Brasil, a nova empresa continuará operando com o nome Oi, e, em Portugal, com o nome Portugal Telecom. A nova empresa ainda denominada Corp.Co terá ainda seu nome escolhido.
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