Sistemas que rodam em mainframe ainda estão em alta em empresas que precisam lidar com grandes cargas de trabalho, como bancos e teles. No entanto, encontrar talentos em TI para manter esses sistemas no ar, que conheçam Cobol, sua linguagem de programação, está se tornando um desafio cada vez maior.
Grande parte dos talentos que sabe lidar com Cobol faz parte da velha guarda da TI e está agora se aposentando. Por outro lado, a nova geração de profissionais sai das universidades com o pensamento de que novas linguagem, como HTML 5, são o futuro, e, portanto, área de investimento em especializações.
Estudo divulgado no ano passado por uma provedora de tecnologia com 350 CIOs mostra que o Cobol continua vivo. O levantamento indica que 81% dos líderes de TI relataram que seus mainframes seguem evoluindo, mas 40% deles não possuem um plano formal para executar a sucessão de talentos a medida que os responsáveis atuais por essas soluções se encontram prestes a se aposentar.
Se CIOs não mudarem essa narrativa de imediato, manter aplicações legadas rodando em mainframes será insustentável. O que as empresas vão fazer, então? A saída é simples. Direcione sua equipe para essa linguagem.
Isso pode soar como um castigo para o profissional, afinal, por que se especializar em uma tecnologia legada? Porque há muita oportunidade nesse mercado. Steve Trautman, especialista norte-americano que foca no tema, afirma que há dois passos para separar equipes e manter uma totalmente voltada para mainframes.
Segundo ele, o primeiro passo é montar um time por áreas de especialização. Todos não precisam saber tudo, por isso, essa é a estratégia mais inteligente. O segundo passo é construir um Planos de Desenvolvimento de Habilidades. “Nesse processo, você e sua equipe vão listar cada tarefa, e todo o ‘molho secreto’ que seus especialistas atuais têm. Esse plano permitirá que cada membro de sua equipe escolhida a dedo o caminho para conduzir sua aprendizagem, em vez de esperar para ser ensinado. O papel de cada pessoa será aprender o suficiente sobre mainframes para garantir que eles estão prontos para qualquer desafio na empresa”, ensina.
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