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Por que tecnologia não foi o primeiro foco da rede dr.consulta

CEO dr.consulta

A tecnologia tem deixado cada vez mais de ser um diferencial e tem se transformado de fato em um requisito para o andamento de qualquer negócio. Difícil pensar nos dias de hoje em uma organização de sucesso que não use algum tipo de tecnologia. Quando pensamos no mundo de pequenas empresas e startups, esse cenário fica ainda mais intenso.

Exemplos não faltam e um deles está agregando valor para o setor da saúde no Brasil: a rede de clínicas médicas dr.consulta, que conta com mais de 40 centros espalhados por São Paulo capital e região, e uma base de 1,5 mil médicos. Seu grande diferencial é o atendimento com baixo custo e sem necessidade de convênio médico, o que ajuda uma enorme camada da população brasileira.

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O uso de tecnologias tem sido outro importante diferencial da rede, com opções digitais e facilidades para pacientes e médicos. Mas, ao contrário da grande maioria das startups e empresas da chamada nova economia, o foco inicial do dr.consulta passou longe da tecnologia.

Thomaz Srougi, fundador e CEO da rede, conta que, no início da concepção do modelo de negócios, o principal objetivo era testar o conceito e entender se ele iria funcionar com um grande número de pessoas. “Não investi um centavo em tecnologia e em sistemas”, lembra o executivo, durante participação no festival de empreendedorismo blastU, realizado nesta segunda e terça-feira em São Paulo (SP).

Impacto social

O grande objetivo de Srougi com a empresa é gerar impacto social e dar sua contribuição a um setor tão desafiador no País. “A ideia partiu de uma característica pessoal minha, de ser inconformado e tentar fazer coisas melhores. Sempre achei que o setor privado tinha papel importante na resolução de problemas”, comenta.

O primeiro projeto, citado por Srougi, foi uma clínica com equipamentos de ponta na região de Heliópolis, favela mais populosa da cidade de São Paulo, em 2012. Após conseguir atingir seus três objetivos iniciais – testar o conceito, gerar impacto e ser lucrativo -, com um centro médico, a empresa deu os próximos passos: montar time de gestão e investir em tecnologias.

Foco em tecnologia

Cinco anos depois, o cenário mudou. Srougi comenta que, atualmente, a companhia aposta fortemente em análises e interpretação de dados. “No nosso dashboard de BI, por exemplo, consigo saber agora informações como: quem são os pacientes atendidos, a nota de satisfação de médicos e enfermeiras. Todos os dados instantaneamente. Não existe mais companhias que consigam viver sem tecnologia.”

Outra forte aposta do dr.consulta é o agendamento via app e site.

Na prática

Com o crescimento da demanda de atendimentos, a rede identificou que seria necessário investir fortemente na sua infraestrutura tecnológica. O foco era tornar a operação mais dinâmica, suportando altos volumes de procura. Foi quando decidiu migrar toda sua operação para a nuvem e a plataforma escolhida é a Amazon Web Services (AWS).

Segundo a companhia, com a adoção dos serviços AWS, a disponibilidade de atendimento para pacientes passou de 97% para 99,6% em poucos meses. Gaston Perez, CTO da rede, estima que a empresa consiga chegar, já no próximo ano, a 99,9% de disponibilidade na ponta (nos centros médicos). Saiba mais detalhes sobre o projeto.

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Redação
Tags: destaquedr.consultastartups
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